Orçamento de 2027 terá gatilhos para conter gastos com pessoal após déficit

Governo envia PLDO ao Congresso com limites automáticos para despesas; crescimento de salários do funcionalismo ficará restrito a 0,6% acima da inflação.

Fonte: Wellton Máximo - Repórter da Agência Brasil - 20

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Orçamento de 2027 terá gatilhos para conter gastos com pessoal após déficit
© Rafa Neddermeyer/Agência Brasil

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  • Governo envia PLDO de 2027 ao Congresso com gatilhos automáticos de controle de despesas após déficit previsto para 2025.
  • Projeto limita crescimento dos gastos com pessoal a 0,6% acima da inflação e veda novos benefícios tributários em desequilíbrio fiscal.
  • Equipe econômica prevê desaceleração de despesas com funcionalismo e manutenção de restrições até 2029 se o déficit persistir.

Resumo gerado por ferramenta de IA treinada pela redação do News Rondônia

O Governo Federal enviou ao Congresso Nacional o Projeto de Lei de Diretrizes Orçamentárias (PLDO) de 2027, estabelecendo mecanismos automáticos de controle de despesas para enfrentar o desequilíbrio fiscal. O acionamento desses “gatilhos” ocorre após o registro de déficit nas contas públicas em 2025. Entre as principais restrições está a limitação do crescimento dos gastos com pessoal, que não poderá ultrapassar 0,6% acima da inflação, funcionando como um subteto para reajustes e novos concursos públicos.

As medidas de contenção também impactam o setor produtivo, pois o texto impede a criação, ampliação ou prorrogação de qualquer benefício tributário enquanto persistir o cenário de desequilíbrio. De acordo com a equipe econômica, essas regras passarão a valer já no primeiro ano do próximo governo, garantindo a continuidade da disciplina fiscal independentemente do resultado das urnas em outubro, com exceção apenas para casos de calamidade pública.

O ministro do Planejamento, Bruno Moretti, explicou que a desaceleração nos gastos com funcionalismo é uma etapa natural após a recomposição salarial realizada entre 2023 e 2026. A previsão é que as despesas com pessoal cresçam 4,2% em 2027 e sigam em trajetória descendente nos anos seguintes. Atualmente, esse gasto consome cerca de 20% do orçamento sujeito ao limite do arcabouço fiscal, somando uma estimativa de R$ 457,6 bilhões para o ano de 2026.

Em Washington, o ministro da Fazenda, Dario Durigan, classificou o cenário como desafiador e indicou que o governo adotará estratégias conservadoras para lidar com outras pressões, como o pagamento de precatórios. Embora o PLDO preveja oficialmente um superávit para 2027, a margem de tolerância permitida pela lei pode manter as contas no negativo. Caso o déficit se confirme no próximo ano, as restrições automáticas sobre pessoal e benefícios fiscais deverão permanecer em vigor até 2029.

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