Fundos de pensão registram superávit de R$ 17 bilhões e melhor marca desde 2013

Rentabilidade média do sistema fechado de previdência complementar atingiu 13,23% em 2025, impulsionada por gestão de riscos e governança.

Fonte: Bruno Bocchini - Repórter da Agência Brasil - 20

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Fundos de pensão registram superávit de R$ 17 bilhões e melhor marca desde 2013
© José Cruz/Agência Brasil

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  • As entidades fechadas de previdência complementar encerraram 2025 com superávit de R$ 17 bilhões e rentabilidade média de 13,23%.
  • O resultado foi impulsionado por planos superavitários de R$ 39 bilhões, que compensaram déficit de R$ 22 bilhões em outros planos.
  • Os fundos de pensão administram cerca de R$ 1,4 trilhão e têm como desafio em 2026 manter rentabilidade acima das metas atuariais.

Resumo gerado por ferramenta de IA treinada pela redação do News Rondônia

As entidades fechadas de previdência complementar (EFPC), popularmente conhecidas como fundos de pensão, encerraram o ano de 2025 com um superávit acumulado de R$ 17 bilhões. Segundo dados divulgados nesta terça-feira (14) pela Associação Brasileira das Entidades Fechadas de Previdência Complementar (Abrapp), este é o melhor desempenho do setor desde 2013, quando o saldo positivo foi de R$ 18 bilhões. A rentabilidade média do sistema alcançou 13,23%, superando índices de referência e demonstrando solidez frente à volatilidade do mercado financeiro.

O resultado recorde é fruto do desempenho de planos superavitários, que somaram R$ 39 bilhões, compensando o déficit de R$ 22 bilhões registrado em outros planos do sistema. De acordo com Devanir Silva, presidente da Abrapp, os números de 2025 refletem a resiliência e a consistência da previdência complementar no país. Ele destacou que a visão de longo prazo e as práticas rigorosas de governança foram fundamentais para sustentar o crescimento dos ativos mesmo em cenários de incerteza econômica global.

Atualmente, os fundos de pensão no Brasil administram um patrimônio robusto de aproximadamente R$ 1,4 trilhão. Diferente das entidades abertas, as EFPC são organizadas como fundações ou sociedades civis sem fins lucrativos. Elas operam planos de previdência destinados exclusivamente a funcionários de empresas específicas ou associados de entidades profissionais, reinvestindo os ganhos para garantir o pagamento de benefícios futuros aos seus participantes e assistidos.

O sistema de previdência fechada desempenha um papel estratégico na economia nacional ao atuar como um dos maiores investidores institucionais do país. O balanço positivo reforça a confiança no modelo de capitalização e na capacidade de gestão de riscos das entidades. Para 2026, o desafio do setor será manter a rentabilidade acima das metas atuariais, garantindo a sustentabilidade financeira para os milhões de trabalhadores brasileiros que dependem desses recursos para a aposentadoria.

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