O Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) anunciou, nesta quinta-feira (12), um pacote de medidas voltado para a autonomia econômica das mulheres. A principal iniciativa, que entra em vigor em abril, consiste na redução do custo de empréstimos para mulheres associadas a cooperativas de crédito. O barateamento ocorrerá por meio da diminuição do spread bancário, favorecendo especialmente as empreendedoras das regiões Norte e Nordeste, onde a taxa cairá de 0,85% para 0,50% ao ano. Nas demais regiões, o índice será reduzido de 1,25% para 0,85% ao ano.
Além dos juros menores, o banco ampliou o fôlego financeiro para as tomadoras de crédito. O prazo total para quitação dos financiamentos subiu de 12 para 15 anos, com um período de carência de dois anos antes do início do pagamento das parcelas. Segundo o presidente do BNDES, Aloizio Mercadante, o cooperativismo é uma prioridade estratégica, pois oferece segurança a famílias lideradas por mulheres, muitas delas mães solo responsáveis por pequenas propriedades rurais ou microempresas que sustentam a economia local.
Investimentos em periferias e segurança pública
O anúncio também contemplou ações sociais e de proteção. O programa BNDES Periferias receberá um aporte de até R$ 80 milhões para capacitar mulheres empreendedoras em favelas e áreas vulneráveis. Os recursos serão destinados a mentorias, gestão e projetos voltados ao “trabalho de cuidado”, como lavanderias coletivas e cozinhas comunitárias. O objetivo é reduzir a carga de trabalho doméstico não remunerado, permitindo que essas mulheres tenham mais tempo e recursos para investir em seus próprios negócios.
No âmbito da segurança, o BNDES lançou uma linha de financiamento específica para estados e municípios investirem em políticas de proteção à mulher. O crédito poderá cobrir até 90% do valor de projetos como a construção de delegacias especializadas, melhoria da iluminação pública e fortalecimento de patrulhas Maria da Penha, com prazos de pagamento de até 24 anos. Ao final do evento, o banco reafirmou seu papel social ao aderir ao Pacto Brasil entre os Três Poderes para Enfrentamento do Feminicídio, integrando a autonomia financeira ao combate à violência de gênero.









































