O setor de duas rodas brasileiro iniciou 2026 com um fôlego histórico. Segundo dados da Abraciclo divulgados nesta quarta-feira (11), as montadoras produziram 348.732 unidades em janeiro e fevereiro, consolidando o melhor desempenho para o período nos últimos 15 anos. O resultado positivo foi puxado pela estabilidade no planejamento das fabricantes e pelo aquecimento do mercado interno, que absorveu a maior parte da produção.
Embora o acumulado do bimestre seja de alta, o mês de fevereiro registrou uma queda pontual de 7,1% na comparação com o ano anterior. A retração de 164.104 unidades fabricadas no mês passado é atribuída ao calendário: o feriado de Carnaval reduziu os dias úteis nas linhas de montagem, impactando o ritmo das fábricas em Manaus. No entanto, o setor de alta cilindrada ignorou a sazonalidade e cresceu 22%, sinalizando uma sofisticação na demanda do consumidor brasileiro.
Mercado interno e exportações em ritmo acelerado
No varejo, o otimismo é ainda mais visível. O número de emplacamentos saltou 13,7% no primeiro bimestre, totalizando mais de 350 mil novas motos nas ruas. Os modelos de baixa cilindrada continuam sendo a espinha dorsal do mercado, representando quase 78% do total fabricado, com destaque para a categoria Street (51,8%). Esse movimento é sustentado pela necessidade de mobilidade urbana eficiente e pelo uso profissional dos veículos.
No front externo, as fabricantes brasileiras também ganharam terreno. As exportações dispararam 43,1% no primeiro bimestre, com mais de 8 mil unidades embarcadas para outros mercados. Apenas em fevereiro, o crescimento dos embarques foi de 70% em relação ao mesmo mês de 2025. Esse desempenho reforça a competitividade do Polo Industrial de Manaus como um centro exportador estratégico, mesmo diante de um cenário global de incertezas logísticas.







































