A taxa de informalidade no Brasil recuou para 37,5% no trimestre encerrado em janeiro de 2026, atingindo o menor patamar desde julho de 2020. Os dados, divulgados nesta quinta-feira (5) pelo IBGE, revelam que o país possui atualmente 38,5 milhões de trabalhadores informais. Segundo a coordenação da pesquisa, se desconsiderarmos o período atípico da pandemia (quando a informalidade caiu porque os trabalhadores pararam de circular), este é o melhor indicador de qualidade ocupacional de toda a série histórica.
A queda da informalidade é impulsionada pela redução do emprego sem carteira no setor privado e pelo aumento da formalização (registro de CNPJ) entre trabalhadores por conta própria. Esse movimento tem refletido diretamente no bolso do brasileiro: o rendimento real habitual subiu para R$ 3.652, uma alta de 5,4% na comparação anual.
Panorama da Ocupação
Embora a população ocupada total tenha se mantido estável, a composição interna do mercado de trabalho mostra avanços significativos na formalização:
Com Carteira Assinada: O setor privado soma 39,4 milhões de trabalhadores, um aumento de 800 mil pessoas (+2,1%) em relação ao ano passado.
Por Conta Própria: Grupo que totaliza 26,2 milhões de pessoas, com crescimento de 3,7% no ano, sinalizando maior formalização via MEI.
Trabalho Doméstico: Único setor com recuo expressivo, registrando queda de 4,5% no ano (menos 257 mil pessoas).
Setores em Alta e Baixa
O mercado de trabalho tem se mostrado aquecido principalmente no setor de serviços e tecnologia:
Destaques Positivos: Os grupamentos de Informação, Comunicação e Atividades Financeiras cresceram 2,8% no trimestre. A Administração Pública, Saúde e Educação também avançaram, com mais 1,1 milhão de ocupados no ano.
Destaque Negativo: A Indústria Geral apresentou retração de 2,3% no trimestre, o que representa o fechamento de 305 mil postos de trabalho no período.
A Pnad Contínua, que monitora 211 mil domicílios em todo o país, reforça que a estabilidade quantitativa da população ocupada, somada à melhora na qualidade das vagas (mais carteira e menos bicos), sustenta a manutenção dos rendimentos em patamares elevados para 2026.











































