O presidente da Caixa Econômica Federal, Carlos Vieira, estimou nesta quinta-feira (5) que a carteira de crédito da instituição atingirá a marca histórica de R$ 1,5 trilhão ainda no primeiro semestre de 2026. O anúncio foi feito durante coletiva em São Paulo, onde o executivo celebrou o desempenho do banco no ano anterior, que fechou com R$ 1,38 trilhão em crédito e um lucro líquido recorde de R$ 15,5 bilhões.
A expansão de 11,5% observada em 2025 foi impulsionada por setores estratégicos. O financiamento imobiliário cresceu 13%, enquanto o crédito comercial para empresas e pessoas físicas avançou 14,2% e 13,4%, respectivamente. Para 2026, a meta de crescimento da carteira total está fixada entre 9% e 13%.
Interesse em ativos do BRB e Crise do Banco Master
Questionado sobre a crise envolvendo o Banco Regional de Brasília (BRB) e sua exposição ao Banco Master (alvo de liquidação extrajudicial), Carlos Vieira afirmou que a Caixa monitora a situação como um “banco de mercado”. Caso surjam carteiras de ativos que interessem à instituição, o banco estatal poderá avaliar a aquisição.
O BRB enfrenta um momento delicado após a aprovação de um projeto de capitalização pela Câmara Legislativa do DF para cobrir prejuízos. Paralelamente, a diretoria da Caixa minimizou impactos da recomposição do Fundo Garantidor de Créditos (FGC) em seu balanço, ressaltando que a resolução do Banco Central sobre o uso de compulsórios ajuda a manter a liquidez do sistema sem pressionar o banco.
Desafios no Agronegócio
A inadimplência no setor agropecuário, que saltou para 14,09% no fim de 2025, é um ponto de atenção. No entanto, a vice-presidente de risco, Henriete Sartori, indicou que a expectativa é de estabilização imediata.
Estratégia: Manter a carteira do agro no patamar atual de R$ 62,9 bilhões.
Perspectiva: A entrada das novas safras no primeiro trimestre deve criar um “platô” na inadimplência, interrompendo a curva de crescimento.
Apoio Governamental: A Caixa conta com a linha de crédito federal de R$ 12 bilhões destinada a ajudar produtores rurais a renegociarem suas dívidas.











































