O Conselho de Administração do Fundo Garantidor de Créditos (FGC) decidiu, nesta quinta-feira (5), que os bancos brasileiros deverão realizar um aporte extra de aproximadamente R$ 32,5 bilhões até o dia 25 de março. A medida consiste na antecipação de 60 meses (cinco anos) de contribuições ordinárias das instituições financeiras para recompor o caixa do fundo, impactado severamente pelo colapso do Banco Master.
Até o momento, o FGC já desembolsou R$ 38,4 bilhões para pagar garantias a credores do conglomerado. Esse montante cobre cerca de 94% do valor total previsto para as indenizações, beneficiando 675 mil pessoas (87% do total de credores).
Mecanismo de Compensação e Plano Emergencial
Para viabilizar o aporte sem asfixiar a liquidez dos bancos, o Banco Central (BC) autorizou uma manobra contábil estratégica:
Desconto no Compulsório: Os bancos poderão abater os valores antecipados ao FGC do montante que são obrigados a manter depositado no Banco Central (recolhimento compulsório).
Impacto Neutro: Segundo o BC, a medida não injetará dinheiro novo na economia, apenas compensará a saída dos recursos que os bancos transferirão ao fundo garantidor.
Cronograma Estendido: O plano emergencial não para em 2026. Estão previstos novos adiantamentos de 12 meses de contribuições em 2027 e outros 12 meses em 2028, totalizando até sete anos de receitas antecipadas.
Estabilidade do Sistema Financeiro
Em nota oficial, o FGC reiterou que a medida é necessária para assegurar sua “solidez patrimonial” e a plena capacidade de cumprir obrigações futuras. O rombo do Banco Master é um dos maiores desafios recentes do sistema bancário nacional, exigindo uma coordenação estreita entre o fundo privado, os bancos comerciais e a autoridade monetária para evitar um efeito dominó de desconfiança no mercado.











































