O Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo 15 (IPCA-15), considerado a prévia da inflação oficial, registrou alta de 0,84% em fevereiro, conforme dados divulgados nesta sexta-feira, 27, pelo IBGE. O resultado aponta uma aceleração em relação ao mês de janeiro, quando o índice havia ficado em 0,20%. O principal responsável pelo avanço foi o grupo Educação, que saltou 5,20% devido aos reajustes sazonais de mensalidades em escolas e cursos superiores no início do ano letivo. Sozinho, este grupo contribuiu com 0,32 ponto percentual (p.p.) para o índice geral.
Além da educação, o setor de Transportes exerceu pressão significativa, com elevação de 1,72%. O grupo foi impactado, entre outros fatores, pela variação nos preços de combustíveis e passagens aéreas. No acumulado de 12 meses, a inflação medida pelo IPCA-15 desacelerou para 4,10%, valor inferior aos 4,50% registrados no período imediatamente anterior. O resultado geral demonstra que, embora os custos educacionais e logísticos tenham pesado no orçamento familiar no último mês, a trajetória de longo prazo segue em patamar de controle.
Alimentos e energia amenizam o índice
O grupo Alimentação e Bebidas registrou uma variação moderada de 0,20% em fevereiro. Itens como tomate (10,09%) e carnes (0,76%) ficaram mais caros, porém, a queda nos preços do arroz (-2,47%), frango em pedaços (-1,55%) e frutas (-1,33%) ajudou a equilibrar o custo da cesta básica. No setor de Habitação, a energia elétrica residencial apresentou queda de 1,37%, beneficiada pela manutenção da bandeira tarifária verde, que não aplica custos adicionais aos consumidores, configurando-se como o maior impacto negativo individual no indicador.
Diferenças regionais e metodologia
No recorte geográfico, a cidade de São Paulo apresentou a maior variação do país (1,09%), puxada pela alta de quase 17% nas passagens aéreas e de mais de 8% no ensino fundamental. Por outro lado, Recife teve o menor índice (0,35%), favorecido pela redução nos preços de transporte por aplicativo e eletricidade. O IPCA-15 coleta preços em 11 regiões metropolitanas e reflete o consumo de famílias que ganham entre um e 40 salários-mínimos, servindo como termômetro para a reunião do Banco Central sobre a taxa de juros.










































