A economia brasileira registrou um crescimento de 2,2% em 2025, de acordo com o Monitor do PIB divulgado nesta sexta-feira, 20, pela Fundação Getulio Vargas (FGV). Embora represente o quinto ano consecutivo de alta, o resultado aponta uma desaceleração em relação ao avanço de 3,4% observado em 2024, refletindo a estabilidade produtiva no último trimestre do ano.
Mesmo com o ritmo menos intenso, o país atingiu marcas históricas. O PIB em valores correntes somou R$ 12,63 trilhões, enquanto o PIB per capita chegou a R$ 59.182, os maiores valores já registrados na série histórica. O nível de investimento, medido pela Formação Bruta de Capital Fixo, também se destacou com uma expansão de 3,6%.
Especialistas do Ibre/FGV atribuem a perda de tração econômica principalmente ao aperto monetário. A taxa Selic, que saltou de 10,5% para 15% ao ano entre 2024 e 2025, encareceu o crédito e desestimulou o consumo das famílias, que cresceu apenas 1,5%. Esse movimento foi uma resposta do Banco Central para tentar conter a inflação (IPCA), que permaneceu fora da meta durante quase todo o ano.
Outro fator determinante para o freio na economia foi o cenário externo. O “tarifaço” imposto pelo governo de Donald Trump a partir de agosto de 2025 prejudicou as exportações brasileiras. Segundo dados oficiais, as sobretaxas atingiram 22% das vendas externas para os Estados Unidos, afetando setores estratégicos da indústria nacional.
O desemprego, contudo, seguiu uma trajetória inversa à desaceleração do PIB, terminando o ano com os menores índices já registrados pelo IBGE. O resultado oficial e consolidado do Produto Interno Bruto de 2025 será divulgado pelo instituto no dia 3 de março, servindo como o veredito final sobre o desempenho da economia brasileira no último período.










































