O dólar à vista fechou em alta de 0,21% frente ao real nesta quarta-feira (18), cotado a R$ 5,24. Já o Ibovespa, principal índice da Bolsa brasileira, operava em queda de 0,75% por volta das 16h40, aos 185.059,71 pontos, em um pregão de meio período marcado por baixa liquidez.
No cenário global, o câmbio acompanhou o fortalecimento da moeda americana. O índice DXY — que mede o desempenho do dólar frente a uma cesta de seis divisas fortes — subia 0,62%, aos 97,72 pontos no fim da tarde.
Impacto do Banco Pleno no mercado interno
No ambiente doméstico, os investidores repercutiram a liquidação extrajudicial do Banco Pleno e da Pleno DTVM, decretada pelo Banco Central do Brasil (BC).
Segundo a autoridade monetária, a decisão foi motivada por deterioração financeira, problemas de liquidez e descumprimento de normas regulatórias. Embora o conglomerado represente cerca de 0,04% dos ativos do Sistema Financeiro Nacional, o caso reacendeu discussões sobre riscos envolvendo bancos médios.
O episódio também coloca pressão sobre o Fundo Garantidor de Créditos (FGC), que deverá arcar com ressarcimentos a investidores.
As instituições haviam sido vendidas no segundo semestre do ano passado ao empresário Augusto Lima, ex-sócio de Daniel Vorcaro, em movimento que chamou atenção do mercado.
Ata do Fed e cenário externo
No exterior, os investidores acompanharam a divulgação da ata da última reunião do Federal Reserve (Fed), realizada em 28 de janeiro. Na ocasião, os juros nos Estados Unidos foram mantidos no intervalo entre 3,5% e 3,75%.
O ambiente de maior cautela favoreceu ativos considerados mais seguros. O ouro avançou 2,11%, com contratos futuros para abril cotados a US$ 5.009,5 por onça-troy.
Com menor volume de negócios devido ao pregão encurtado pela Quarta-Feira de Cinzas, o mercado brasileiro refletiu tanto as incertezas internas quanto o cenário internacional de maior aversão ao risco.




































