A Petrobras anunciou a redução média de 7,8% no preço da molécula de gás natural vendida às distribuidoras, atualização que entra em vigor a partir de 1º de fevereiro de 2026, conforme previsto nos contratos firmados pela companhia. A queda se refere ao trimestre que se inicia em fevereiro e resulta da combinação de variáveis do mercado internacional e nacional.
De acordo com a estatal, o reajuste considera a variação do petróleo Brent, do Henry Hub — referência do mercado de gás natural nos Estados Unidos —, da taxa de câmbio R$/US$ e a ponderação dos volumes contratados pelas distribuidoras junto à Petrobras. O efeito combinado desses fatores resultou na redução média anunciada.
Desde o início de 2026, passou a vigorar a parcela indexada ao Henry Hub para as distribuidoras que optaram por essa modalidade de indexação. A medida amplia os referenciais utilizados na formação de preços, que tradicionalmente estavam atrelados ao Brent e ao câmbio. Na última segunda-feira (26), a Petrobras já havia comunicado redução de 5,2% no preço da gasolina para as distribuidoras.
Segundo a empresa, as variações finais de preço podem diferir entre distribuidoras, uma vez que dependem dos produtos contratados e dos volumes efetivamente retirados. Também influenciam os prêmios comerciais criados a partir de 2024, como o prêmio por performance e o prêmio de incentivo à demanda, que possibilitam reduções adicionais conforme o volume consumido.
Com a atualização anunciada, a Petrobras destaca que, desde dezembro de 2022, o preço médio da molécula de gás natural vendido às distribuidoras acumula uma redução aproximada de 38%, já considerando o reajuste previsto para fevereiro.
A estatal reforça, no entanto, que o preço final do gás natural ao consumidor não depende apenas do valor da molécula. Entram na composição fatores como custos de transporte, portfólio de suprimento das distribuidoras, margens comerciais, além de tributos federais e estaduais. No caso do Gás Natural Veicular (GNV), também incidem as margens dos postos revendedores.
As tarifas cobradas do consumidor final são aprovadas pelas agências reguladoras estaduais, conforme a legislação vigente em cada unidade da federação. A Petrobras também esclareceu que a atualização anunciada não se aplica ao GLP (gás de cozinha), seja o envasado em botijões ou o comercializado a granel.







































