A Receita Federal projeta arrecadar 200 bilhões de reais em 2026 por meio de um sistema de cobrança amigável. A estratégia, detalhada nesta quinta-feira, 22 de janeiro de 2026, foca na mudança de postura do órgão, que passa a atuar de forma orientativa para evitar processos judiciais demorados.
Segundo o secretário especial da Receita Federal, Robinson Barreirinhas, o objetivo é interromper o ciclo de inadimplência antes que ele se torne um litígio. O modelo foi recentemente institucionalizado pela Lei Complementar 225, que incluiu essas diretrizes no Código de Defesa do Contribuinte.
A estratégia de arrecadação baseia-se em cinco pilares fundamentais que diferenciam o tratamento conforme o perfil de quem deve. Bons pagadores e devedores ocasionais recebem orientação e chances de autorregularização sem multas pesadas. Já os devedores contumazes enfrentarão punições mais rigorosas e fiscalização intensiva.
Os dados mostram um crescimento constante nessa modalidade de cobrança, que saltou de 130,5 bilhões de reais em 2022 para 177,5 bilhões no ano passado. Para alcançar a meta de 200 bilhões, o Fisco pretende focar especialmente no setor de cigarros, que concentra grandes volumes de dívidas não pagas.
Atualmente, a Receita monitora um pequeno grupo de empresas que sozinhas devem mais de 42 bilhões de reais ao governo. O endurecimento contra esses grupos busca garantir que recursos destinados à saúde e educação não sejam desviados por meio de sonegação sistemática ou irregularidades fiscais.










































