A Secretaria do Tesouro Nacional divulgou dados alarmantes indicando que as contas do governo devem permanecer no vermelho até 2027. O documento sinaliza que o atual arcabouço fiscal, embora vigente, não tem sido suficiente para conter a trajetória de crescimento das despesas obrigatórias.
Para tentar equilibrar o orçamento, o governo avalia a necessidade de “medidas adicionais de arrecadação”. O esforço fiscal estimado para 2026 é de 0,25% do PIB, com a projeção de metas progressivas de superávit que chegam a 1,25% do PIB em 2029 para garantir a sustentabilidade das contas.
A dívida pública deve continuar avançando até 2032, quando atingirá o pico de 88,6% do PIB pelo critério nacional. Já no padrão internacional do FMI, esse número é ainda maior, podendo ultrapassar os 95%, o que coloca o Brasil em um patamar de endividamento superior à média dos países emergentes.
O relatório destaca que, nos últimos anos, o governo já elevou diversos tributos, como a taxação de fundos offshores, apostas online e encomendas internacionais. No entanto, o risco fiscal permanece elevado devido às exceções de gastos fora da meta e ao impacto dos juros altos sobre o estoque da dívida.
As projeções reforçam a pressão por uma reforma administrativa ou cortes de gastos mais profundos. Sem o aumento da arrecadação ou o ajuste nas despesas, o país corre o risco de enfrentar um cenário de baixa solvência, o que restringe o crescimento econômico e encarece o crédito para empresas e cidadãos.











































