O ministro da Fazenda, Fernando Haddad, fez um alerta nesta terça-feira (13) sobre a disseminação de fake news financiadas com dinheiro sujo envolvendo a Reforma Tributária do consumo, que entra em fase de testes neste ano e passa a valer plenamente a partir de 2027. Segundo ele, a circulação de informações falsas não beneficia o país e compromete o debate público.
A declaração foi feita durante o lançamento da Plataforma Digital da Reforma Tributária, iniciativa do Governo Federal que marca o início da implementação da nova arquitetura tecnológica que dará suporte à Contribuição sobre Bens e Serviços (CBS). Mesmo antes de entrar em operação, a plataforma já se tornou alvo de desinformação, com boatos sobre suposta cobrança de impostos para seu uso.
Haddad destacou o papel da imprensa no combate às mentiras e relembrou episódios recentes, como a falsa narrativa sobre a taxação do Pix. “Tentaram fazer isso no ano passado. Vídeos de fake news acabaram favorecendo o crime organizado, e tivemos que agir para corrigir a desinformação. Agora vemos novamente influenciadores sendo contratados com dinheiro sujo para espalhar mentiras. Quem ganha com isso? O Brasil não ganha nada com mentira”, afirmou.
A Plataforma Digital da Reforma Tributária é considerada a maior infraestrutura digital já desenvolvida para o sistema tributário brasileiro. O sistema terá capacidade para processar cerca de 200 milhões de operações por dia e movimentar aproximadamente 5 petabytes de dados por ano. Nos últimos seis meses, mais de 400 empresas participaram da fase de testes, e a partir de agora o ambiente está aberto a todos os interessados para adaptação antes da vigência definitiva em 2027.
Durante o evento, o ministro também ressaltou o cenário econômico atual. Segundo Haddad, o Brasil registra desemprego em mínima histórica, inflação dentro da meta, crescimento acima das projeções pelo terceiro ano consecutivo e melhora consistente nos indicadores de renda, emprego formal e redução da desigualdade.
Esclarecimentos sobre fake news
O Governo Federal reforçou que diversas informações falsas sobre a Reforma Tributária têm circulado nas redes sociais. Entre elas, a alegação de que pedreiros, jardineiros, pintores e outros prestadores de serviço seriam obrigados a se formalizar e pagar impostos a partir de 2026. De acordo com a Fazenda, nada muda para trabalhadores informais ou para o MEI, e a reforma ainda cria a figura do nanoempreendedor, que não será contribuinte do IBS e da CBS.
Também é falsa a informação de que motoristas de aplicativo passarão a pagar 26,5% de imposto. Profissionais enquadrados no MEI ou Simples Nacional permanecem nas mesmas regras atuais, e quem fatura até o limite previsto para nanoempreendedor também ficará isento.
No caso de aluguéis, os locatários não precisarão emitir nota fiscal nem pagar novos tributos em 2026, ano destinado apenas a testes do sistema. A recomendação do governo é que a população busque sempre informações nos canais oficiais da Receita Federal antes de compartilhar conteúdos sobre o tema.











































