A balança comercial brasileira encerrou 2025 com superávit de US$ 68,293 bilhões, queda de 7,9% em relação ao ano anterior, apesar de registrar o melhor resultado para um mês de dezembro desde 1989, segundo dados divulgados pelo Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (Mdic) nesta terça-feira (6).
O resultado anual foi o terceiro maior da série histórica, superado apenas pelos superávits de 2023 (US$ 98,903 bilhões) e 2024 (US$ 74,177 bilhões). Tanto as exportações quanto as importações bateram recordes, com as vendas para o exterior alcançando US$ 348,676 bilhões (+3,5%) e as importações somando US$ 280,382 bilhões (+6,7%).
O superávit de dezembro chegou a US$ 9,633 bilhões, aumento de 107,8% em relação ao mesmo mês de 2024, configurando o maior saldo mensal para o mês da série histórica. No período, as exportações alcançaram US$ 31,038 bilhões (+24,7%) e as importações US$ 21,405 bilhões (+5,7%).
Setores em destaque
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Agropecuária: +43,5% (volume +35,2%, preço médio +6,7%)
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Indústria extrativa: +53% (volume +58,1%, preço médio -3,2%)
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Indústria de transformação: +11% (volume +14,9%, preço médio -4,2%)
Principais produtos exportados
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Agropecuária: soja (+73,9%), café não torrado (+52,9%), milho não moído, exceto milho doce (+46%)
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Indústria extrativa: óleos brutos de petróleo (+74%), minério de ferro (+33,7%)
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Indústria de transformação: carne bovina (+70,5%), ouro não-monetário (+88,7%)
O crescimento do petróleo bruto em dezembro foi impulsionado pela retomada das atividades das plataformas após manutenção programada em novembro.
Importações
O aumento das compras do exterior está ligado à recuperação econômica, com crescimento do consumo e dos investimentos. Entre os principais produtos importados:
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Agropecuária: soja (+4.979,1%), trigo e centeio não moídos (+24,6%)
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Indústria extrativa: fertilizantes brutos (+222,4%), carvão não aglomerado (+26,3%)
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Indústria de transformação: combustíveis (+42,9%), medicamentos, incluindo veterinários (+47,7%)
O vice-presidente e ministro do Desenvolvimento, Geraldo Alckmin, destacou que o comércio exterior brasileiro cresceu 5,7% em exportações, superando o crescimento global do comércio (2,4%), o que evidencia a resiliência e competitividade dos produtos nacionais.











































