Em um dia de tranquilidade e otimismo no mercado financeiro, a Bolsa de Valores de São Paulo se aproximou dos 140 mil pontos e o dólar teve queda significativa. O índice Ibovespa, principal indicador da B3, fechou a quarta-feira (27) aos 139.206 pontos, com alta de 1,04%. O resultado é o maior nível alcançado pelo índice desde o dia 8 de julho.
Já o dólar comercial encerrou o dia em R$ 5,416, uma queda de 0,32% em relação ao fechamento anterior. A cotação chegou a subir no período da manhã, mas inverteu a tendência e caiu em sintonia com o mercado internacional, influenciada pela valorização de commodities como o petróleo.
Fatores internos e externos explicam o resultado
A alta da bolsa e a queda do dólar foram impulsionadas por uma combinação de fatores internos e externos. No cenário internacional, o aumento do apetite por risco e a recuperação dos preços do petróleo beneficiaram economias emergentes como o Brasil.
Já no cenário doméstico, a declaração do presidente do Banco Central, Gabriel Galípolo, de que os juros devem permanecer altos por um longo período, contribuiu para atrair capital estrangeiro. Taxas de juros elevadas tornam o país mais atraente para investidores que buscam rendimentos maiores. A desaceleração na criação de empregos formais também influenciou a entrada de capitais especulativos no Brasil.