As mudanças no programa Bolsa Família e os avanços na educação são os principais fatores que contribuíram para a diminuição da fome no Brasil. Essa é a análise do ministro do Desenvolvimento e Assistência Social, Família e Combate à Fome, Wellington Dias, que destaca o retorno do país para fora do Mapa da Fome, um indicador global da Organização das Nações Unidas para Alimentação e Agricultura.
O Brasil saiu do Mapa da Fome, que considera países com mais de 2,5% da população em subalimentação grave, com base nos dados de 2022 a 2024. O país já havia saído em 2014, mas retornou entre 2019 e 2021, o que ressalta a importância de medidas que garantam uma saída permanente da insegurança alimentar.
Estratégias para Superar a Pobreza
Em entrevista à Agência Brasil, o ministro explicou que a reformulação do Bolsa Família garante que, ao conseguir um emprego, o beneficiário não perca o auxílio imediatamente. Ele pode continuar recebendo o benefício por um ano, com 50% do valor, o que oferece mais segurança financeira. Além disso, a pessoa continua no Cadastro Único (CadÚnico) e pode retornar ao programa caso perca o emprego.
Wellington Dias também enfatizou o papel fundamental da educação na superação da miséria. Ele mencionou que cerca de 1,5 milhão de beneficiários do Bolsa Família estão no ensino técnico e superior. “Essa tem sido a principal porta para não só sair da fome, mas sair da pobreza, e ir para a classe média”, afirmou o ministro.
Parceria para Geração de Emprego
Como parte dos esforços para inclusão social, o Ministério do Desenvolvimento e Assistência Social, Família e Combate à Fome assinou um protocolo de intenções com a empresa Atento. A parceria tem como objetivo oferecer vagas de emprego para pessoas inscritas no CadÚnico. A iniciativa faz parte do programa Acredita no Primeiro Passo, focado em incluir jovens, mulheres, negros, pessoas com deficiência e comunidades tradicionais no mercado de trabalho.