Dom Benedito Araújo assumiu a Diocese de Guajará-Mirim em 2011, após a renúncia de Dom Geraldo Verdier por motivos de saúde. A Diocese de Guajará-Mirim aguarda, no momento, uma nova nomeação papal, que será definida pelo Papa Leão XIV.
O anúncio da transferência de Dom Benedito Araújo para o Piauí foi divulgado no ano passado, por meio de um comunicado emitido pela Nunciatura Apostólica no Brasil. A decisão, conforme explicita a carta, partiu da própria “Santa Sé”, em Roma. Com essa determinação, Dom Benedito Araújo deixa a Diocese de Guajará-Mirim, onde atuou por 14 anos. Ele agora assume a Diocese de Campo Maior, no estado do Piauí. A Diocese de Guajará-Mirim aguarda, no momento, uma nova nomeação papal, que será definida pelo Papa Leão XIV.
No município de Guajará-Mirim, em Rondônia, o reverendo assumiu a missão de pastorear os fiéis da Igreja Católica Apostólica Romana. Essa sucessão ocorreu após a renúncia, por problemas de saúde, do franco-brasileiro Dom Geraldo João Paulo Roger Verdier, um dos bispos mais longevos da Diocese, localizada na fronteira com a Bolívia, e permaneceu no cargo por 31 anos, até sua saída em 2011.

Dom Benedito Araújo refletiu sobre sua missão e lembrou a acolhida e a gentileza de Dom Geraldo, que o recebeu. O bispo ressaltou que os 14 anos à frente da Diocese representaram um dos maiores desafios de sua trajetória episcopal. Dom Benedito também citou o Papa Paulo VI, que reiterava incansavelmente: “Cristo aponta para a Amazônia“. A frase foi proferida por ocasião do grande Encontro da Igreja na Amazônia, realizado em Santarém, no ano de 1975.
Em suas palavras, Dom Benedito expressou: “Recordo com especial gratidão a delicadeza de Dom Geraldo Verdier, sobretudo na transição de 2011, que favoreceu o início do meu encontro convosco, em 2012, durante a minha primeira Assembleia da Lettre d’Amazonie.“
No trecho da carta, Dom Benedito ainda escreveu. “Como é do conhecimento de vocês, meu lema episcopal é: “Alarga o espaço da tua tenda” (Is 54,2)”. Essa convicção me lançou numa experiência missionária jamais imaginada na simplicidade da minha consagração de vida: “Foram 14 anos de missão no coração da Amazônia. Recordo, com emoção, minhas curiosidades do tempo de seminário, quando o Papa Paulo VI afirmava: “Cristo aponta para a Amazônia”, por ocasião do grande Encontro da Igreja na Amazônia. Aquela intuição profética, hoje percebo, preparava também o meu próprio caminho”, disse.
Dom Benedito informou sobre sua transferência, determinada pelo Papa Leão XIV, da Sede Episcopal de Guajará-Mirim (Regional Noroeste) para a nova Sede Episcopal de Campo Maior, no Piauí (Regional Nordeste IV). Como ele próprio escreveu ao Santo Padre: “Tudo resulta em aprendizado, louvor e gratidão”.

No comunicado, Dom Benedito dirige-se diretamente aos fiéis, solicitando compaixão e respeito durante o período de vacância, (tempo em que a liderança máxima da diocese permanece temporariamente sem um titular), aguardando a nomeação e posse definitiva de um novo líder local. Ele também expressou gratidão pela experiência à frente da Sede Episcopal de Guajará-Mirim, descrevendo o momento como a “hora de desarmar a tenda e partir para uma nova frente missionária”. “Uma pessoa instruída tem sempre dois guias que marcham à sua frente. O conselho e a obediência”. Concluindo, Dom Benedito afirmou: “Neste momento, observo com atenção e cuidado o impacto que a Diocese de Guajará-Mirim vivencia, pois, pela primeira vez em sua história, ela passa por um período de vacância”.
Por fim, Benedito expressa sua gratidão a todos que estiveram ao seu lado. “Em nome da comunidade francesa, e através do legado da ‘Lettre d’Amazonie’, manifesto minha profunda gratidão pelo empenho de bispos, padres, missionários e missionárias, profissionais, leigos e leigas, voluntários, benfeitores, simpatizantes e de todas as pessoas de boa vontade. Agradeço o amor e a dedicação demonstrados nos inúmeros serviços prestados, o trabalho incansável da equipe e do conselho administrativo, bem como a todos que confiaram suas intenções de missa às nossas orações. Com humildade, reconheço que tudo é obra e graça de Deus na missão que abraçamos juntos. Diante dos desafios e das perspectivas para os próximos anos, especialmente quanto ao futuro da ‘Lettre d’Amazonie’ (Carta Amazônia), mantenho a firme convicção de que a missão prosseguirá. Ela será, como sempre, impulsionada pela força do Espírito Santo e pelo ardor missionário de cada um e de cada uma. Que possamos viver este período em profunda comunhão e oração, para que o Senhor nos envie um pastor segundo o Seu coração”, finaliza.











































