A 29ª Mostra de Cinema de Tiradentes, realizada entre 23 e 31 de janeiro, reafirma seu papel como espaço de lançamento, reflexão e difusão do cinema brasileiro. A edição de 2026 apresenta 137 filmes, sendo 43 longas e 93 curtas, de 23 estados, com programação gratuita que inclui mostras temáticas e competitivas, debates, seminários e encontros formativos. O evento homenageia a atriz e diretora Karine Teles, destacando sua trajetória autoral e inventiva no audiovisual nacional.
A curadoria é coordenada por Francis Vogner dos Reis e integra especialistas que selecionam filmes para diversas mostras, como Olhos Livres, Aurora, Autorias, Invenção e Clássicos de Tiradentes, reforçando o compromisso da Mostra com a diversidade estética e a renovação do cinema brasileiro. A temática central, Soberania Imaginativa, orienta debates e atividades formativas, conectando autonomia cultural, criação artística e protagonismo nacional.
A sessão de abertura, no Cine-Tenda, exibe o curta “O Fantasma da Ópera”, de Julio Bressane e Rodrigo Lima, celebrando os 80 anos do cineasta e refletindo sobre a construção da imagem cinematográfica. O filme de encerramento será “Copacabana, 4 de Maio”, de Allan Ribeiro, revisitando o show histórico de Madonna no Rio de Janeiro.

Além das exibições, o evento inclui o 29º Seminário do Cinema Brasileiro, com debates sobre autonomia cultural e experimentação estética, e o 4º Fórum de Tiradentes, que propõe diretrizes para políticas públicas no audiovisual. O Conexão Brasil CineMundi traz encontros de mercado e sessões WIP para fortalecer a cooperação e a circulação das produções brasileiras.
O programa de formação oferece 16 atividades gratuitas, entre oficinas, workshops e masterclasses, com foco em direção, roteiro, fotografia, trilha sonora, stop motion e inteligência artificial generativa, promovendo aprendizado e inovação para jovens e profissionais do setor.
Com esta edição, a Mostra Tiradentes reforça sua função histórica de mapear, reconhecer e divulgar a produção audiovisual brasileira, colocando a imaginatividade e a diversidade no centro do debate cultural contemporâneo.








































