QUINTA-FEIRA, 29/01/2026

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ARRAIAL FLOR DO MARACUJÁ CRESCEU NAS QUADRAS ESCOLARES E MANTÉM VIVA A TRADIÇÃO DO BOI-BUMBÁ, QUE VEM DE 1920 EM PORTO VELHO

O Flor, cuja programação deste ano começará no próximo dia 28 de junho, em local a ser anunciado, será visto agora por novas gerações, mais habituadas às redes sociais, discotecas, pubs e, raramente, ao estádio de futebol.

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No cenário folclórico de Porto Velho desde os anos 1980, quando iniciou em quadras esportivas escolares, o Arraial Flor do Maracujá se completa com o boi-bumbá, tradicional desde 1920.

O Flor, cuja programação deste ano começará no próximo dia 28 de junho, em local a ser anunciado, será visto agora por novas gerações, mais habituadas às redes sociais, discotecas, pubs e, raramente, ao estádio de futebol.

O nome Flor do Maracujá homenageia uma das primeiras quadrilhas de que se tem notícia em Porto Velho. Foi organizada pelo ex-vereador e presidente da Câmara Municipal Joventino Ferreira Filho, morador no Bairro do Triângulo desde a década de 1950.

Até 1981, o governo do extinto Território Federal de Rondônia apoiava apresentações que ocorriam nas quadrilhas juninas e em agosto. As escolas Barão do Rio Branco, Carmela Dutra, Duque de Caxias promoviam seus arraiais.

Até 1989, quadrilhas juninas recebiam troféus de participação pela dança. Somente o primeiro, segundo e terceiro colocados dos bois tinham direito a esse prêmio. Um ano depois começaram os concursos de bois e quadrilhas.

À exceção do grupo campeão, famílias e admiradores entraram em polêmica por discordarem dos resultados. Explica-se: a competição demora e nem todas as pessoas convidadas para a comissão julgadora têm condições de trabalhar dez dias seguidos.

A Mostra de Quadrilhas e Bois-Bumbás faz parte do calendário turístico oficial de Rondônia. Em 2014, quando aconteceu a histórica enchente no rio Madeira, o Estado passou a coordenação do arraial para a Federação de Quadrilhas e Bois-Bumbás de Rondônia (Federon), na época foi assinado um decreto onde o governo não poderia realizar nenhum tipo de evento por conta dos gastos com as comunidades atingidas pelas águas do rio. Neste ano, o governo do Rondônia volta a assumir a coordenação do evento e pretende resgatar a cultura e folclore rondoniense por meio da tradicional festa.

“Os próprios concorrentes apreciam a si próprios, projetando como melhorar as próximas apresentações”, diz a professora Maria de Nazaré Figueiredo da Silva, apoiadora e estudiosa do tema.

O governo oferece a infraestrutura de palco, segurança da Polícia Militar, atendimento de saúde e instalação de banheiros químicos e o patrulhamento da 1ª Companhia Independente de Trânsito. Tudo para garantir segurança e qualidade à população que for prestigiar os grupos folclóricos e degustar as comidas típicas de festa junina.

Da administração municipal de Porto Velho, o evento conta com o apoio das secretarias de trânsito e de saúde, e da vigilância sanitária, que dá cursos de qualidade de alimento a ambulantes, certificando barracas.

Desde 1983, instituições de caridade levam ao arraial bebidas e comidas típicas. Em 1984, muitos ambulantes disputaram espaço, e vêm se multiplicando.

Nos fins de semana, o movimento é maior; de segunda a quinta-feira, vende-se menos. O público encontra bolos, assados, churros, derivados de milho, espetinhos, pudins,  trufas, entre outros produtos.

O PRAZER DE ORGANIZAR, DANÇAR E SOFRER COM A VIDA DO BOI

Aluízio Guedes: delegado Edgar Brasil soltou os presos

Décadas atrás, sob influência maranhense, o boi-bumbá usava caixas de papelão, peças de paneiro e madeira. Tinha padrinhos e madrinhas, que patrocinavam a indumentária.

Seus integrantes andavam a pé até o local combinado para a brincadeira. Na maioria das vezes famílias solicitavam o boi em domicílio.

Bois-bumbás nasciam e desapareciam rapidamente. Seus organizadores criavam outros.

Hoje, quem segura o boi são famílias, maridos, esposas e filhos , verdadeiros sucessores. São pessoas que tiram até dinheiro da alimentação para cobrir as despesas do grupo com ornamentos, fantasias e locomoção.

Aluízio Guedes, 69 anos, nascido aos cinco minutos de 1°de janeiro de 1950 na extinta Maternidade Darci Vargas em Porto Velho, relata: “Fui batizado pelo padre Chiquinho e crismado pelo bispo dom João Batista Costa”.

De família católica, morava próximo ao terreiro de umbanda Santa Bárbara. “Eu era enxerido, auxiliava na confecção do trançado, mexia com o cofo de carvão, mas brigava demais”, conta cantando o início da toada do seu boi Mina de Ouro:

“Minha linda vaqueirada

Mina de ouro enbrabecida

Cavou, balanceou…”

“Muito do que se diz tradição, e era lindo, não dá mais pra fazer, o laço do boi no mato por exemplo, ficou impraticável”, comenta Aluízio.

Certa vez o grupo inteiro foi preso por confusão entre os bois Corre Campo e Flor do Campo, na qual também se meteu o toadeiro Pedro Gomes Maia, o Galego. Aluízio apelou para o delegado Edgar Brasil, amigo de João Guedes, pai dele, militar da Guarda Territorial.

“Ele telefonou pro meu pai, que queria me bater, mas a minha avó não deixou. O delegado soltou os dois bois, e nós descemos a rua com muita animação”, prossegue. Aos 15 anos Aluízio festejava batizados e concursos de fantasia, embora ainda fosse dependente do dinheiro do pai.

“Ali na bica do Santa Bárbara, eu enchia cinco camburões de água pra mãe, às vezes me pagava, e aí eu ajudava o boi”, relata Aluízio.

Foi juiz e depois presidente da quadrilha ABC da Saudade, que ensaiava no Oriente Bar, na esquina das ruas Joaquim Nabuco e Princesa Isabel, apresentando-se em escolas e terrenos de igrejas.

Quando estava fora da atividade, ele foi trabalhar de agente administrativo na Secet. Datilografava documentos e não raro escrevia ofícios, licenças e reivindicações em benefício de gru­pos folclóricos.

Ajudou a elaborar diversos estatutos de diversos grupos. Pedia à Ceron ligações de energia para os bois Corre Campo, Marronzinho, Tira Teima e Vencedor.

Famoso com o programa infantil que fazia na Rádio Caiari AM,deram-lhe a oportunidade ser locutor do arraial no período em que José Monteiro se destacava nessa função. “Eu buscava os grupos no curral, e quando voltava aprendia o endereço de todos”.

No início de 1989 Aluízio entregou à secretária Yêda Borzacov o cargo de responsável pela divisão cultural. Já estava bem mais conhecido, quando decidiu voltar para o boi e ajudar na revitalização do Corre Campo, juntamente com o amazonense Raimundo Nonato.

Eles chamaram Dartagnan e José de Castro Alves, o Zé Comixão para procurar os antigos e logo fizera as fantasias. A pré-apresentação do boi 25 anos inativo foi no Sesc, com a ajuda da professora Nazaré que conseguiu 500 cruzeiros de patrocínio, o Corre Campo de vestes brancas e malha marrom se apresentou no Sesc.

“Eu fiquei de 1989 a 1994. Com todo respeito aos demais, ganhamos todos os títulos. O Az de Ouro quebrou, enquanto isso, eu larguei o Corre Campo e criei o Diamante Negro com toda documentação regularizada retroativa a 1993, mas o boi só entrou na arena em 95”, continua contando.

Este ano, o Diamante inteira 24 anos.Para sorte dele, o grupo entrou como boi de ponta, sempre disputando,embora tenha ficado sete anos para conquistar o primeiro título. Até hoje se somam nove títulos, um terceiro lugar, o restante de vice, e apenas um ano sem disputar.

Silfarnei Silva dá aulas de percussão no Orgulho do Madeira

Silfarni Silva, 44, porto-velhense, filho de Raimundo Nonato da Silva Guedes, primeiro vaqueiro no boi Mimosinho do seu João Batista, é exemplo de tradição passada de pai para filho. Nonato, cazumbá no boi Corre Campo e também o padre, morreu em 2016 aos 73 anos.

Batista fazia o melhor arraial do Bairro da Floresta. Silfarnei começou no mirim e aos 15 anos foi para a batucada. Vaqueiro no Corre Campo, em 1991 bisou a dose no boi Az de Ouro, herdado do pai. Percussionista desde a fanfarra da Escola Eduardo Lima e Silva, Silfarni atualmente também se dedica a um projeto com crianças do Residencial Orgulho do Madeira, na zona leste. “Responsabilidade e compromisso” é o seu lema.

Em 1994 assumiu a marujada,e em 2007, a presidência do Az de Ouro.Um ano depois o boi se apresentava numa quadra coberta em Costa Marques, na fronteira brasileira com a Bolívia.

Estevão Fernandes da Silva, 70, porto-velhense, começou a brincar aos 14, com o manauara Luiz Amaral. Ensaiava ao lado do antigo chafariz do Mocambo.

Desde menino, todos da família brincam. O primo Zé Borges cuidava dele e o ensinava. “O Zé era tripa do boi (hoje se denomina miolo)”. “Rui Popó, o amo do boi, Catirina interpretada por tia Esmerinda, mãe Maria interpretada pela mãe do Matias e do ex-vereador Rubão”, lembra-se.

Estêvão Fernandes da Silva ensaiava no Mocambo

Vaqueiro, Estevão ingressou no boi nesse bairro, e dali foi para o antigo Rasgado (na Rua Tenreiro Aranha) e para o Januário. “Fui todo tempo do boi, fundei o Malhadinho no Tucumanzal”, lembra.

Compartilhou as brincadeiras com os irmãos Lourenço e Renato, respectivamente, amo de boi e diretor de índios.

Aos 13 anos, ia com a turma até o abatedouro do Km 3,5 da zona sul, ressecava cabeças de boi, secava suas vísceras e se dava por satisfeito ao assistir o boi dançando com cabeças recém-retiradas por eles.

Alguns amigos ajudavam o grupo, o dono de restaurante conhecido por Antônio galinha, por exemplo, cedia penas para fantasias.

Um dia Estêvão levou para o arraial de Rolim de Moura (Zona da Mata) 90 brincantes mirins, que viajaram de ônibus e de caminhão-baú. Depois que Lourenço morreu, em 14 de maio de 1990 ele constituiu o boi Marronzinho, na Vila Tupi, que passou à categoria de adulto em 2003.

“Muitas crianças cresceram ali dentro e quando cresceram, não queriam abandonar a brincadeira. O que eu fiz? Passei o boi para adulto, facilitando tudo, e assim está até hoje, 29 anos depois” – conta Estevão Fernandes da Silva.

Em 2012, ele se lembra, os brincantes se apresentaram debaixo de forte chuva, molhando roupas e fantasias. “Joguei os mirins, e eles dançaram ali mesmo, fazendo bonito”.

Resgatado, o Gigante Sagrado, tem longa história de amor entre sucessores e a cidade

Em 1989, Pedro Gomes Maia, o Galego, melhor puxador de toada nos anos 1960, resgatou o Boi Corre Campo. Para conseguir esse feito, procurou dirigentes dos bois então existentes.

A última apresentação do grupo fora em 1964, sucedendo-se um longo jejum. “Galego quis trazer de volta o antigo e tradicional espetáculo dos anos 1960, mas sabia, de antemão, que o governo estadual não apoia bois, porque isso não é sua função”, conta Nazaré.

“Aí, ele conversou com os dirigentes do Tira Prosa, do Rei do Campo, do Malhadinho e do Mimosinho, juntou-se a eles e manifestou a vontade de se apresentar, e sua missão resultou em êxito total”.

E assim, o Corre Campo levou alegrias primeiramente aos alunos, familiares e convidados da Escola Estadual Rio Branco, ao Arraial do Folclore no Sesc da Avenida Farquhar, depois dançou na Praça das Caixas-d’Água, e no Ginásio de Esportes Fidoca. Em 1990 apresentou-se no arraial.

Corre Campo tem atualmente um baita e pomposo nome: Grupo Folclórico Nação Corre Campo o Gigante Sagrado da Amazônia Ocidental.

O resgate foi oportuno para a cidade, pois antigas e novas gerações têm a oportunidade de assistir à exibição de índios, vaqueiros, mascarados, Catirina, Cazumbá, Mãe Maria, Pai Francisco, padre e sacristão – componentes desse rico folclore.

MADRINHA MUITAS VEZES

Nazaré da Silva, marajoara de Chaves: gosto pela cultura desde o início dos anos 1970

Quando não coordenava, Nazaré era sempre convidada para madrinha dos bois Corre Campo, Malhadinho, Mimosinho e Diamante Negro. Ela ficou na coordenação entre 1983 e 1989, retornando no período 2003-2013.

Nascida em Chaves, na Ilha do Marajó (PA), ela estudou em Belém, e de lá veio para Porto Velho cinco anos depois.

Casada com o radialista Miguel Silva desde 1968, teve nele o principal apoiador em seu trabalho. “Miguel era o gerente da Rodoviária Estrela do Norte, na Rua Duque de Caxias, e os seus chapas (ajudantes de caminhões) da empresa eram os responsáveis pelo boi Malhadinho, que ensaiava na Rua Princesa Isabel (Bairro Areal)”, ela conta.

“Nossa casa ficava em frente ao armazém da empresa, na subesquina com a Rua Brasília, e os brincantes iam pra lá, a pé no chão duro; a Rua Carlos Gomes tinha paralelepípedos, e a primeira camada de asfalto foi na Avenida Pinheiro Machado”, lembra.

Em 1972, numa cidade com menos de cem mil habitantes, Nazaré lecionou na Escola Murilo Braga, da qual foi a primeira diretora; foi também a primeira diretora da Escola Araújo Lima.

Redistribuída em 1989, chegou à Universidade Federal de Rondônia (Unir), onde depois aderiu ao plano de demissão voluntária. Em 2002 prestou concurso para o estado, ingressando como pedagoga supervisora na Seduc, e em seguida foi colocada à disposição da Fundação Cultural do Estado de Rondônia (Funcer), onde iniciou a organização do Museu de Gente.

Por causa da amizade com Miguel Silva, de quem eram empregados e amigos, os brincantes visitavam com alguma frequência o quintal da família.

“Quanto devemos? – eu lhes perguntava. E eles: não deve nada, professora, é só fazer um lanche pra gente”, conta Nazaré.

Na simplicidade e no aconchego de outros quintais, eles degustavam mungunzá, vatapá, sucos e refrigerantes. “Às vezes, juntavam mais gente que ‘arrastavam’ nas ruas por onde passavam”.

Desde os anos 1970 destacaram-se em Porto Velho contava os seguintes boi-bumbás: Brilhamante, Boi-Bumbá Mirim Mimosinho, Caprichoso, Estrela Dalva, Estrelinha, Fortaleza, Mina de Ouro, Pai do Campo, Tira Prosa, Tira Cisma, Tira Teima.

Quando foi criado o estado, em 1982, originou-se a 1ª Mostra de Quadrilhas e Boi-Bumbás, coordenada pela Secretaria de Esportes e Turismo (Secet) na quadra coberta da Escola Estadual Barão do Rio Branco.

Em 1983 é que estreou, ao lado do Ginásio de Esportes Cláudio Coutinho, o 1º Arraial Flor do Maracujá, nome originado no Bairro Triângulo, com duração de três dias.

No ambiente escolar, onde seu sucesso foi grande, as pessoas se amontoavam nas arquibancadas e assistiam a dança com dificuldade. Depois, melhorou, obtendo o patrocínio da Secet, da Coca-Cola (curral), da Cerveja Cerpa dez barracas de madeira), da prefeitura e de uma empresa madeireira. A prefeitura organizou as instalações metálicas das arquibancadas.

Naquela ocasião, Ribamar, dono do boi Tira Prosa, colocou no arraial um parque de diversão e garantiu o material elétrico na Ceron, onde trabalhava um funcionário apelidado de Gaúcho.

“Não entrava dinheiro, mas os grupos folclóricos conseguiam material, e aí estão até hoje”, comenta Nazaré.

Caerd abastecia o espaço com água, eliminando a poeira. Essa prática durou seis anos, de 1983 a 1989.

Parte da comissão organizadora do primeiro arraial, ao lado do Ginásio de Esportes Cláudio Coutinho, em 1983

Segundo relata Nazaré da Silva em estudo para o Museu de Gente, as damas embelezavam seus cabelos com as flores de maracujá que ali vicejavam no período junino. Já o arraial propriamente dito, conforme ela explica, “nasceu da necessidade de se conseguir um local apropriado para quadrilhas e bois-bumbás no município, que desde os tempos de ruas e quintais nunca tiveram estrutura adequada às apresentações”.

“Ao lado dos trilhos da Estrada de Ferro Madeira-Mamoré, a dança era interrompida toda vez que o trem passava por ali” – diz a professora que vem juntando peças históricas desse folclore.

“Na cerimônia de casamento, o casal de noivos chegava ao local de apresentação conduzido por uma cegonha ferroviária, acompanhado pelo sanfoneiro Bananeira, mestre de muitas gerações de sanfoneiros e de brincantes” – Nazaré da Silva.

Radialista, repórter, brincante, toadeiro e 100% entusiasta do folclore rondoniense, Sílvio Santos, o Zé Katraka, lembra que a Baixa da União, entre o Triângulo e o ex-shopping popular (onde funcionou o terminal de ônibus urbano) cresceu ali, estimulado pela família Castro Alves – Maria José , Dona Branca, Júnior e Carol.  “Dali ele passou a mostrar toadas e alegorias, entre elas, Casa de Farinha, Camelódromo, Onça e Cobra Grande”.

Nos anos 1980, bois e quadrilhas ainda não tinham espaço para atrair mais público

1983 a 1989 – 2ª Mostra de Quadrilhas e Boi-bumbás, ao lado do Ginásio de Esportes Cláudio Coutinho.

1990 – Na Avenida Farquhar, no Bairro Pedrinhas, no terreno da atual sede da Assembleia Legislativa.

2004-2005 –    No Parque de Exposição da Associação dos Produtores Rurais, nos Tanques, na Avenida Lauro Sodré.

2006-2009 – Entre as avenidas Farquhar e Presidente Dutra, Avenida Calama e Rua José Camacho, onde permaneceu até 2009, momento em que a Assembleia Legislativa comprou a referida área para construir sua sede.

2010-2011 –  Numa área particular alugada, na Avenida dos Imigrantes, entre Avenida Uruguai e Rua Cipriano Gurgel, em frente à Eletronorte.

2012-2013 –  No Parque dos Tanques totalmente modificado, com administração estadual.

2014 – Com a cheia do Rio Madeira, mudou-se para o quadrilátero das ruas: José Vieira Caúla, Mamoré, Sheila Regina e Assis Chateaubriand, no Bairro Esperança da Comunidade, zona leste da Capital.

2015 a 2019 – De volta ao Parque dos Tanques.

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