O primeiro levantamento da Companhia Nacional de Abastecimento (Conab) para a safra de café 2026 publicado hoje (05) aponta um cenário extremamente otimista para Rondônia, com uma produção estimada em 2,7 milhões de sacas de café conilon. O volume representa um salto de 18,3% em relação ao ciclo anterior, impulsionado por condições climáticas favoráveis e um robusto investimento em tecnologia. Com mais de 17 mil produtores, a maioria de base familiar, o estado consolida sua posição como referência no cultivo da espécie Coffea canephora, especialmente na região de Matas de Rondônia, que detém selo de Denominação de Origem.
O relatório técnico destaca que o ciclo atual foi beneficiado por chuvas regulares e temperaturas amenas desde o segundo semestre de 2025, o que garantiu um excelente pegamento das floradas. Aliado ao clima, o setor vive um momento de expressiva renovação do material genético por plantas clonais mais produtivas, substituindo lavouras antigas por variedades mais resistentes. A expansão da área plantada também é notável, ocorrendo principalmente sobre antigas áreas de pastagens, motivada pelos bons preços de mercado que garantiram margens lucrativas aos cafeicultores rondonienses nos últimos dois anos.
A modernização do campo em Rondônia vai além da genética, abrangendo o uso de bioinsumos, sistemas de irrigação de precisão e fertirrigação. Esse pacote tecnológico permite que as plantas expressem seu potencial máximo, mitigando inclusive a crônica escassez de mão de obra através da adaptação das áreas para a colheita mecanizada. De acordo com a Conab, a sustentabilidade na cafeicultura rondoniense avança com aumento de produtividade, permitindo que o produtor aumente sua rentabilidade sem a necessidade de pressionar novas áreas de floresta para expansão do cultivo.
No monitoramento fitossanitário, embora pragas como o bicho-mineiro e a cochonilha exijam atenção durante o período chuvoso, o manejo técnico tem mantido a sanidade das lavouras sem prejuízos à produção. O estado também registra um recorde na produção de mudas certificadas, saltando de 9 milhões em 2017 para 27 milhões anuais recentemente, somando 133 milhões de mudas declaradas no período. Esse vigor do setor reforça a importância econômica do café robusta para o agronegócio de Rondônia, garantindo emprego e renda em quase todos os 52 municípios do estado.









































