De uma cidade isolada na Amazônia profunda a um polo de oportunidades no Norte, Porto Velho se consolidou no mapa do agro ao longo de seus 111 anos. A trajetória do agricultor Abrelino Alves, morador do distrito de Extrema, reflete essa transformação vivida pela capital rondoniense. Filho de agricultor, Abrelino chegou a Rondônia em 1986, vindo do Paraná com a família em busca de um pedaço de terra para trabalhar. Em 1998, adquiriu seu primeiro lote em Extrema, onde construiu patrimônio e criou seus filhos.
Adaptação e diversificação no campo
No início, Abrelino cultivava diferentes culturas até compreender a dinâmica do mercado local. Aprendeu a produzir farinha, colher castanha e participar de associações, diversificando a produção como estratégia de permanência e crescimento. “Quem tem terra nunca passa necessidade. Da terra a gente tira tudo”, relembra. Com o tempo, o cultivo da mandioca, café e castanha se consolidou como base da produção, impulsionado pela melhoria da logística e crescimento do distrito.
Agrofloresta e sustentabilidade
Atualmente, Abrelino trabalha com sistema de agrofloresta em oito hectares, sendo cinco destinados ao cultivo de café consorciado com castanheira. A propriedade também conta com cacau clonal e produção de mel, integrando floresta, produção e renda sustentável. O cuidado com a pós-colheita levou o café da propriedade a obter boa avaliação na Agrotec – 1ª Feira Tecnológica de Agroindústria e Agricultura Familiar.
Semagric como parceira
A Secretaria Municipal de Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Semagric) tem sido fundamental, oferecendo apoio técnico, distribuição de mudas de café e incentivo a sistemas produtivos sustentáveis. Segundo o secretário Rodrigo Ribeiro, histórias como a de Abrelino mostram que tecnologia e sustentabilidade caminham juntas. “Nosso papel é estar presente no campo, oferecendo condições para que o produtor aumente a produção, reduza custos e tenha renda com qualidade.”
Futuro promissor
Com estradas melhores e serviços ampliados, o escoamento da produção se tornou mais eficiente, fortalecendo a economia rural. Aos 80 anos, Abrelino segue ativo e orgulhoso. “Hoje está mais fácil produzir e vender. Porto Velho é lugar de futuro. Quem tem terra aqui tem oportunidade.” Sua história reforça que Porto Velho avança quando investe em quem produz, consolidando a agricultura familiar como base do desenvolvimento sustentável amazônico.









































