O Brasil segue em trajetória de expansão agrícola: o Quarto Levantamento da Safra de Grãos 2025/26, divulgado pela Companhia Nacional de Abastecimento (Conab), indica um aumento de 0,3% na produção de grãos e 2,6% na área cultivada em relação ao ciclo anterior. A estimativa é de 353,1 milhões de toneladas produzidas em 83,9 milhões de hectares, superando os números de 2024/25.
A Região Centro-Sul, principal produtora, representa 84,2% do total nacional, com destaque para o Centro-Oeste, que deve gerar 174,5 milhões de toneladas, ou 49,4% do total do país. A Região Norte/Nordeste, por sua vez, deve produzir 55,8 milhões de toneladas, equivalentes a 15,8% da produção nacional.
Entre os destaques, a soja mantém liderança, com 176,1 milhões de toneladas, 2,7% acima da safra anterior, em 48,7 milhões de hectares plantados. A produtividade, porém, se mantém estável, afetada por chuvas irregulares em Mato Grosso do Sul e solos arenosos em Goiás.
O milho deve atingir 138,9 milhões de toneladas, em 22,8 milhões de hectares, apresentando leve queda de produção (-1,5%) e produtividade (-5,3%) devido a eventos climáticos na Região Sul e em Minas Gerais.
Culturas em expansão, como sorgo, girassol e mamona, apresentam aumento tanto em área quanto em produção. O sorgo deve alcançar 6,7 milhões de toneladas, com acréscimo de 11,3% na área plantada. O girassol chega a 101,9 mil toneladas, impulsionado pela demanda de óleo vegetal e biodiesel. Já a mamona deve registrar 147,4 mil toneladas, com produtividade crescendo 34,8%, graças às boas condições climáticas na Bahia.
Demais culturas, como algodão, amendoim, arroz, feijão e gergelim, apresentam variações em produção e área, refletindo fatores climáticos e ajustes na área cultivada. As culturas de inverno, incluindo trigo, encerraram a colheita de 2025 com 7,9 milhões de toneladas, mantendo resultados semelhantes ao ano anterior, mesmo com redução de 20% na área plantada.
O levantamento indica que as exportações podem chegar a 41,5 milhões de toneladas, superando a previsão inicial, enquanto o consumo interno deve somar 90,56 milhões de toneladas, aumento de 7,8% frente à safra anterior, impulsionado pela maior utilização do milho na produção de etanol.







































