Analistas de mercado preveem a manutenção da Taxa Selic, atualmente em 15% ao ano, no maior nível em quase 20 anos, devido à pressão de preços como energia e alimentos.
A Dívida Pública Federal (DPF) subiu 1,62% em outubro, totalizando R$ 8,253 trilhões, impulsionada principalmente pela emissão líquida de títulos vinculados à alta Taxa Selic, pressionando o endividamento do governo.
O Novo Caged indica que o Brasil criou 85.147 empregos com carteira assinada em outubro, mas o resultado representa uma queda tanto em relação ao mês anterior (setembro) quanto ao mesmo período de 2024, gerando debate sobre a taxa Selic.
As vendas de títulos públicos a pessoas físicas via Tesouro Direto atingiram R$ 7,17 bilhões em outubro, um recorde para o mês na série histórica. O valor é 27,03% superior ao registrado no mesmo período do ano passado e reflete o aumento do interesse por títulos atrelados aos altos juros da Taxa Selic.
A bolsa de valores registrou alta pelo 14º dia seguido e atingiu novo recorde histórico, superando os 155 mil pontos; o dólar caiu para R$ 5,30, impulsionado pela expectativa de fim do shutdown nos EUA.
A caderneta de poupança registrou o quarto mês consecutivo de retirada líquida, com as saídas superando as entradas em R$ 9,7 bilhões em outubro, impactada pela manutenção da alta taxa Selic.
Vice-presidente Geraldo Alckmin defende que a taxa de juros, mantida em 15% ao ano nesta quarta-feira (5), está “muito elevada” e prejudica a atividade econômica.
O Ibovespa superou os 150 mil pontos, enquanto o dólar fechou em forte alta, atingindo R$ 5,399, devido a tensões externas sobre o mercado dos Estados Unidos.
O ministro da Fazenda, Fernando Haddad, afirmou que os juros devem cair “de forma consistente” em breve, prevendo uma melhora econômica significativa para o próximo ano.
A poupança brasileira registrou uma retirada líquida de R$ 6,25 bilhões em julho. O resultado, impulsionado pela alta da taxa Selic, eleva o saldo negativo acumulado no ano para R$ 55,9 bilhões.