Familiares de vítimas da Operação Contenção, nos complexos da Penha e do Alemão, relatam indignação e acusam a polícia de execuções ilegais na ação de alta letalidade.
Cláudio Castro (PL) afirmou nesta sexta-feira (31) que 59 mortos na Operação Contenção, contra o Comando Vermelho (CV), foram identificados e que todos possuem ficha criminal. Entre as vítimas, 22 eram de outros estados.
Manifestação em São Luís, convocada por movimentos sociais, critica a violência policial no país e a letalidade da Operação Contenção no Rio de Janeiro.
PT, PSOL e PCdoB solicitam investigação independente sobre a letalidade policial na Operação Contenção, afirmando que a ação “matou mais do que prendeu”.
Do total de 117 mortos na Operação Contenção, 42 tinham mandados de prisão e 78 apresentavam histórico criminal. A ação, que também vitimou quatro agentes, revelou a presença de integrantes de facções de oito estados.
O IML do Rio de Janeiro identificou 100 das 121 vítimas da Operação Contenção, sendo 60 corpos liberados para sepultamento. Parlamentares criticam a falta de divulgação da lista de nomes por parte da Polícia Civil.
Uma força-tarefa no IML foi montada para acelerar a identificação dos 121 mortos na Operação Contenção. Nomes dos 100 corpos já identificados ainda não foram divulgados.
A demora na liberação e a falta de informação sobre a identificação dos corpos na Operação Contenção revolta familiares no Rio de Janeiro. O IML está dedicado exclusivamente à perícia dos 121 mortos.
A Operação Contenção, considerada a mais letal da história do país com mais de 120 mortos, foi condenada por organizações como Instituto Sou da Paz e Justiça Global por reproduzir uma lógica violenta e desrespeitar os direitos humanos.
O secretário-geral da ONU, António Guterres, manifestou profunda preocupação com as 119 vítimas da Operação Contenção e pediu uma apuração imediata e conforme as normas internacionais de direitos humanos.
Jurema Werneck, diretora-executiva da Anistia Internacional no Brasil, afirma que a Operação Contenção, que deixou 119 mortos, é um fracasso para o Estado e exige a responsabilização das autoridades.
Em sua posse, o novo ministro Guilherme Boulos se posicionou sobre a Operação Contenção, que deixou ao menos 119 mortos, e afirmou que a cabeça do crime organizado está em centros financeiros.
Moradores e ativistas denunciam execuções sumárias, tortura e corpos mutilados após a Operação Contenção nos Complexos da Penha e do Alemão, que resultou em mais de 100 mortes.