Ministro do STF quer perícia federal sobre ação policial no Rio que resultou em 122 mortes, dentro de processo que discute a letalidade das operações em favelas.
A Comissão Interamericana de Direitos Humanos esteve no Rio de Janeiro e se reuniu com o governador Cláudio Castro, investigando a operação policial que resultou em 122 mortes na Penha em outubro e que deve gerar recomendações ao Estado brasileiro.
Especialistas afirmam que o tema da segurança pública superou preocupações tradicionais, como economia e saúde, e deve dominar o debate eleitoral no próximo ano.
O governador Claudio Castro (RJ) informou ao STF que os registros da Operação Contenção foram salvos, mas houve falha técnica em 30 das 60 câmeras usadas pelos policiais.
A Polícia Civil do Rio de Janeiro enviou um relatório circunstanciado à Justiça, no qual descreve a Operação Contenção como um “cenário de guerra” devido ao intenso tiroteio.
O Ministério Público do Rio de Janeiro (MPRJ) enviou um relatório parcial sobre a Operação Contenção, destacando que um dos 121 corpos estava decapitado e outro apresentava marcas de tiro à curta distância.
O ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), concedeu um prazo adicional de cinco dias para que o governo do Rio de Janeiro encaminhe informações sobre a Operação Contenção.
Sessão solene celebra os quatro agentes de segurança falecidos no Complexo do Alemão e Penha; governador Cláudio Castro e polícias Civil e Militar são agraciados.
Após a Operação Contenção, que resultou em 121 mortes nos complexos da Penha e do Alemão, os conselhos tutelares e o Ministério dos Direitos Humanos articulam a proteção de dez adolescentes apreendidos contra aliciamento e ameaça de execução por queima de arquivo.
Criminoso do Amazonas ligado ao Comando Vermelho foi identificado entre os mortos, após ser inicialmente confundido com a traficante conhecida como Japinha.
O presidente Luiz Inácio Lula da Silva disse que a Operação Contenção, a mais letal da história do estado, foi “desastrosa” e que o governo federal deve pressionar por uma investigação independente.
O governador do Rio de Janeiro, Cláudio Castro, enviou uma manifestação ao Supremo Tribunal Federal em defesa da Operação Contenção. Ele alegou que a intervenção policial foi um “exercício legítimo” diante de organizações criminosas e barricadas.
A análise da decisão que autorizou a Operação Contenção revela que os 115 suspeitos mortos não eram os 58 réus com prisão preventiva decretada, que incluíam líderes de alta hierarquia do Comando Vermelho (CV) como “Doca”.
O ministro Alexandre de Moraes cumpre agenda no Rio de Janeiro e discute com autoridades a Operação Contenção, que resultou em 121 mortes. O magistrado assumiu temporariamente a relatoria da ADPF das Favelas.
Relatório da Polícia Civil do Rio de Janeiro indica que mais de 95% das 117 pessoas mortas na Operação Contenção tinham ligação comprovada com o Comando Vermelho.
O ministro do STF, Alexandre de Moraes, atendeu a pedido da DPU e ordenou a preservação rigorosa de todos os elementos da Operação Contenção, que deixou 121 mortos. O ministro marcou reunião com o governador e audiência com entidades de direitos humanos.
Wellington Brito, de 20 anos, foi um dos 121 mortos na Operação Contenção. A mãe, Tauã Brito, diz ter encontrado o corpo do filho com as mãos amarradas e critica o que chama de “massacre” e falta de oportunidades para jovens da favela.
A organização internacional criticou a polícia fluminense por não preservar os locais dos tiroteios na Operação Contenção, o que pode ter levado à perda de provas cruciais. A ONG fala em “desinteresse proposital”.
O Sindpol-RJ exigiu a regulamentação do benefício, previsto em lei desde 2022 para óbito em serviço, após a megaoperação nos complexos do Alemão e Penha, que vitimou quatro policiais.