A Confederação Nacional da Indústria (CNI) estima que a economia brasileira deve desacelerar para 1,8% em 2026, com juros altos (Selic em 12% ao ano) e o enfraquecimento da demanda interna atuando como freios para o crescimento após alta de 2,5% em 2025.
O Índice de Atividade Econômica do país registrou um recuo de 0,2% em setembro. Especialistas vinculam a retração à Selic, que está em 15% ao ano, o maior patamar dos últimos 20 anos.
O ministro da Fazenda, Fernando Haddad, afirmou que os juros devem cair “de forma consistente” em breve, prevendo uma melhora econômica significativa para o próximo ano.
O ministro do Trabalho e Emprego, Luiz Marinho, afirma que as altas taxas de juros representam um problema maior que as tarifas dos EUA para a economia brasileira.
O mercado financeiro brasileiro teve um dia de recuperação, com o dólar caindo e a bolsa se mantendo estável, impulsionado por expectativas de corte de juros nos Estados Unidos e conversas entre líderes mundiais.
A produção industrial brasileira subiu em junho, interrompendo uma sequência de quedas, mas o setor ainda enfrenta o freio dos juros altos e incertezas internacionais.