Para o senador Paulo Paim, debate ganha força após o governo federal incluir o tema como prioridade para 2026 e sinalizar envio de proposta com urgência.
Segundo o líder do PT na Câmara, proposta deve chegar ao Congresso após o carnaval com pedido de urgência, enquanto partido também declara apoio a CPIs sobre o Banco Master.
Ministra Gleisi Hoffmann afirma que a mudança na escala de trabalho é prioridade e o texto pode ser unificado para garantir a aprovação ainda no primeiro semestre.
O presidente Luiz Inácio Lula da Silva solicitou ao Conselho de Desenvolvimento Econômico e Social Sustentável (CDESS) que discuta a redução da jornada de trabalho. Em reunião em Brasília, ele defendeu o fim da escala 6 por 1 e a adoção de medidas mais duras contra o feminicídio.
O relatório que propõe a redução gradual da jornada de trabalho semanal de 44h para 40h foi adiado na Câmara, enquanto o governo mantém a defesa pelo fim da escala de 6 dias de trabalho por 1 de descanso.
Por maioria, o Supremo Tribunal Federal entendeu que o intervalo de recreio faz parte da jornada, mas permite que o empregador prove a dedicação exclusiva do professor a atividades pessoais para não haver cômputo.
O placar do julgamento está em 2 a 1 para validar o entendimento da Justiça do Trabalho de que o intervalo conta como tempo à disposição do empregador.
O presidente Luiz Inácio Lula da Silva reafirma sua crítica à escala de seis dias de trabalho por um de folga, propondo um debate nacional para encontrar modelos mais flexíveis que atendam às necessidades dos trabalhadores brasileiros.