Olumide Idowu, diretor executivo da ICCDI Africa, cobrou maior protagonismo e financiamento climático real para o continente durante a COP30 em Belém (PA), alertando que as soluções atuais não atendem às necessidades das populações africanas.
Comunidades da Amazônia e de outras regiões exigem o fim da intermediação nos repasses de fundos, defendendo seu protagonismo na mitigação das mudanças climáticas.
O Brasil anunciou nesta segunda-feira (17) a criação da primeira iniciativa global dedicada a garantir os direitos territoriais de povos indígenas, afrodescendentes e comunidades tradicionais, com apoio de 15 países.
A chefe da pasta dos Povos Indígenas destacou que o reconhecimento de territórios indígenas, quilombolas e comunidades tradicionais como soluções para a mitigação climática deve ser um dos principais legados da conferência em Belém, juntamente com a consolidação da posse da terra.
Ação da Climate Action Network (CAN) na zona de negociações cobra que países ricos paguem dívidas históricas e defende a criação do Mecanismo de Ação de Belém (BAM).
A primeira rodada de financiamento do Fundo de Perdas e Danos foi oficialmente aberta na COP30 com US$ 250 milhões em pedidos de propostas para projetos. O mecanismo visa recuperar os estragos causados pela crise climática, focando na implementação de soluções na ponta.
Simon Stiell, secretário executivo da UNFCCC, defendeu o avanço urgente do financiamento climático e da transição energética em seu discurso na COP30, em Belém, afirmando que a agenda de ação brasileira é crucial para acelerar o uso de energias renováveis.
A Chamada Pública de Mitigação Climática do BNDES recebeu 45 propostas de fundos de investimento com potencial de mobilizar até R$ 73,7 bilhões em projetos de descarbonização, transição energética e adaptação climática.
A 30ª Conferência da ONU sobre Mudanças Climáticas (COP30) começou em Belém com uma Agenda de Ações que inclui 111 itens prioritários. O acordo foi fechado após intensas negociações sobre temas como financiamento, comércio e revisão das NDCs.
Em seu primeiro discurso na conferência, o embaixador André Corrêa do Lago, presidente da COP30, enfatizou a necessidade de ação imediata contra a crise climática e mencionou o recente tornado que atingiu Rio Bonito do Iguaçu (PR) como um lembrete da urgência global.
Delegações de 194 países e a União Europeia se reúnem em Belém, na Amazônia, para a 30ª Conferência das Partes da ONU (COP30). A urgência de financiamento climático e a busca por um roteiro para a transição energética justa e a adaptação climática são centrais.
Os investimentos em ações climáticas no Brasil mais que dobraram desde 2019, atingindo US$ 67,8 bilhões em 2023, impulsionados pela energia solar e pela agropecuária sustentável, mas com o setor de florestas ainda marginalizado.
O presidente Luiz Inácio Lula da Silva expressou profunda preocupação no último dia da Cúpula do Clima em Belém, afirmando que o mundo ainda está “distante de atingir o objetivo do Acordo de Paris” de limitar o aquecimento global a 1,5°C.
O Fundo Florestas Tropicais para Sempre (TFFF) já conta com um aporte inicial de US$ 5,5 bilhões e apoio de 55 países, segundo o embaixador Maurício Lyrio. A Alemanha confirmou que fará uma “contribuição considerável”, após reunião bilateral com o presidente Lula em Belém.
Marinez Scherer, Enviada Especial da presidência da Conferência para Oceanos, alerta que menos de 1% dos recursos climáticos são destinados a soluções oceânicas, apesar de o setor ser crucial para conter o aquecimento global.
Secretário-geral da ONU, António Guterres, exigiu mobilização de US$ 1,3 trilhão para financiamento climático de países em desenvolvimento, criticando subsídios e lobbies de combustíveis fósseis no evento em Belém.
O ministro norueguês do Clima, Andreas Bjelland Eriksen, defendeu o Fundo Florestas Tropicais para Sempre (TFFF) na COP30 como uma gestão de risco essencial para a estabilidade climática, elevando o aporte total do mecanismo para US$ 5,5 bilhões.
O TFFF (Fundo Florestas Tropicais para Sempre), lançado pelo Brasil na Cúpula do Clima, alcançou US$ 5,5 bilhões em investimentos públicos, destacando-se como um mecanismo inovador que combina recursos públicos e privados e remunera serviços ambientais.
As presidências da COP30 e da COP29 lançaram um plano estratégico para mobilizar, até 2035, pelo menos US$ 1,3 trilhão por ano em financiamento climático para países em desenvolvimento.
Economista José Alexandre Scheinkman, da Universidade de Columbia, defende que o multilateralismo é o espaço ideal para buscar soluções para o financiamento climático global.
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