A balança comercial brasileira registrou em novembro o menor superávit desde 2021, de US$ 5,842 bilhões; queda é explicada pelo aumento de importações e baixa nas exportações de petróleo.
O presidente em exercício e ministro Geraldo Alckmin confirma que a negociação bilateral com a Casa Branca resultou na isenção de 238 produtos, mas o tarifaço segue impactando US$ 15,1 bilhões em bens brasileiros.
O presidente Donald Trump emitiu um decreto para isentar determinados produtos agrícolas das tarifas recíprocas em vigor desde abril. A medida atende a preocupações com o alto preço de alimentos nos Estados Unidos.
As vendas para o exterior cresceram 9,1%, o maior valor para o mês na série histórica, com o desempenho recorde sendo sustentado pelo aumento das vendas para a Ásia e Europa, que compensaram a queda de 37,9% nas exportações para os Estados Unidos.
O resultado foi impulsionado pela soja e pelo café, com as exportações superando as importações em US$ 6,964 bilhões. O valor das exportações bateu recorde para o mês desde o início da série histórica em 1989.
Programa Acredita Exportação, voltado a MEIs, micro e pequenos exportadores, permite solicitar a compensação ou ressarcimento simplificado de até 3% do valor exportado.
O setor de máquinas e equipamentos faturou R$ 200,8 bilhões até agosto, porém, as vendas de agosto caíram 5,6%, com a Abimaq citando a política monetária e o “tarifaço” dos Estados Unidos.
A Associação Brasileira da Indústria de Alimentos (ABIA) registrou uma queda de US$ 300 milhões nas exportações em agosto, com destaque para a redução de 27,7% nas vendas para os Estados Unidos, impactadas pela imposição de uma nova tarifa.
Apesar dos juros altos, o consumo das famílias e as exportações foram os principais motores do crescimento de 0,4% do PIB brasileiro no segundo trimestre, segundo dados do IBGE.