Apesar do grande peso econômico na balança comercial, a expansão do agronegócio no Cerrado, criticado pelo “ecocídio”, ameaça a segurança hídrica do Brasil.
O Cerrado, conhecido como “berço das águas”, tem papel crucial para a segurança hídrica e a crise climática. Estudos indicam que o desmatamento impulsionado pelo agronegócio já causou perda de 27% da vazão mínima das principais bacias.
A queda nas emissões de gases do efeito estufa foi a maior registrada nos últimos 16 anos. O setor de mudança de uso da terra, com redução de 32%, foi o principal responsável pelo resultado positivo.
A redução do desmatamento na Amazônia Legal e no Cerrado foi considerada “histórica” pelo ICMBio. A queda se deve ao reforço na fiscalização, recomposição de equipes e aquisição de novos equipamentos.
Dados do Prodes/Inpe mostram que o desmatamento na Amazônia Legal e no Cerrado teve queda de mais de 11\% no período de agosto de 2024 a julho de 2025. A ministra Marina Silva classificou os resultados como a confirmação do compromisso do governo com o desmatamento zero.
Levantamento do MapBiomas mostra que o bioma mais degradado do país reduziu 8,1% de sua área florestal desde 1985. Metade do desmatamento atinge florestas maduras, com mais de 40 anos.
Estudo aponta que perda de vegetação nas margens provoca acúmulo de areia e compromete a integridade do ecossistema de igarapés e a disponibilidade de água.
Preservação da Amazônia é vital para conter o aquecimento global, diz Mireya Bravo Frey, após estudo apontar risco na captura de carbono de quase 3 bilhões de toneladas.
Documento com seis eixos prioritários para o sucesso da conferência em Belém é entregue à presidência brasileira, reforçando a necessidade de recuperar a confiança na ação climática global.
Ação coordenada por forças de segurança estaduais, com apoio do Ministério da Justiça, intensifica fiscalização ambiental e uso de tecnologias avançadas para proteger os biomas.
Ação conjunta coordenada pelo Ministério Público de Rondônia reúne órgãos ambientais e forças de segurança para apresentar resultados expressivos no combate ao desmatamento e incêndios florestais.
O bioma, que corresponde a 23,3% do país, perdeu 40,5 milhões de hectares entre 1985 e 2024; pastagem e, principalmente, a agricultura, são as principais causas da supressão.
O novo sistema de monitoramento diário da Amazônia, chamado Deter Não Floresta, vai detectar desmatamento e outras atividades ilegais em tempo real, cobrindo áreas não florestais do bioma.
Estudo do MapBiomas revela que a maior floresta tropical do mundo perdeu 52 milhões de hectares de vegetação nativa, o que acelera a ameaça do “ponto de não retorno”.