A plenária de encerramento, que definirá os textos finais, está prevista para este sábado. As conversas foram estendidas pela madrugada devido à falta de consenso, principalmente sobre a eliminação dos combustíveis fósseis.
Jose Gesti, da SWA, afirma que a falta de acesso a saneamento básico agrava os impactos de enchentes e secas, impedindo a adaptação eficaz dos países. A situação de Belém exemplifica o problema global.
Manifestações de indígenas na Zona Azul e eventos paralelos, como a Cúpula dos Povos, cobraram maior participação nas decisões e a demarcação de territórios. A Marcha Mundial pelo Clima reuniu cerca de 70 mil pessoas nas ruas de Belém.
A poucas horas do fim oficial do evento, países seguem em disputa pelo texto final do Pacote de Belém. A ausência de um roteiro para a eliminação dos combustíveis fósseis é o principal ponto de frustração.
A cacica da Aldeia Kaarimã, Juma Xipaia, usa sua voz no Xingu, no cinema e na Conferência do Clima para denunciar como grandes empreendimentos enfraquecem a luta pela Amazônia.
O secretariado da Convenção do Clima publicou uma nova versão do Pacote de Belém com indicadores para a Meta Global de Adaptação (GGA). Organizações sociais apontam o texto como desequilibrado e criticam a ausência de um roteiro claro para o abandono dos combustíveis fósseis.
Olumide Idowu, diretor executivo da ICCDI Africa, cobrou maior protagonismo e financiamento climático real para o continente durante a COP30 em Belém (PA), alertando que as soluções atuais não atendem às necessidades das populações africanas.
Pesquisadores de instituições brasileiras e internacionais afirmam que a omissão da expressão “combustíveis fósseis” no rascunho da conferência “trai a ciência” e põe em risco a meta de limitar o aquecimento global a 1,5°C.
O secretário-geral da ONU, António Guterres, destacou que a economia favorece as fontes renováveis, mas exige que a vontade política dos países acompanhe o ritmo para garantir uma transição energética justa em Belém.
Dezenove projetos foram selecionados no programa Restaura Amazônia e irão recuperar 3,3 mil hectares e plantar 5,7 milhões de árvores em 26 terras indígenas em sete estados da Amazônia.
Programa Kuntari Katu preparou 30 jovens líderes de todo o Brasil para atuar diretamente nas complexas decisões internacionais em Belém, garantindo que a pauta dos povos originários chegue à mesa de negociação da COP30.
A COP30 terminou misturando orgulho paraense, debates climáticos, preços polêmicos, um incêndio na área diplomática e muita expectativa sobre o futuro da Amazônia.
Nos debates da COP30, o Governo de Rondônia reforçou estratégias para ampliar o engajamento no Projeto Floresta+ Amazônia e consolidar parcerias para desenvolvimento sustentável.
André Corrêa do Lago, presidente da 30ª Conferência das Nações Unidas sobre Mudanças Climáticas, pediu aos delegados, em Belém (PA), que busquem um acordo pelo bem do planeta, destacando que “consenso é força” e lembrando o espírito coletivo visto após o incêndio nos pavilhões.