Celso Sabino destacou o impacto positivo da Conferência do Clima (COP30) no Brasil, afirmando que o evento proporcionou reconhecimento internacional e melhorias logísticas que tornaram Belém, a porta de entrada da Amazônia, mais preparada para o ecoturismo e a demanda global.
O diretor acadêmico da Fespsp, Aldo Fornazieri, argumenta que o Brasil deve ser o primeiro país a implementar o Mapa do Caminho — roteiro proposto na COP30 para o afastamento dos combustíveis fósseis — para dar exemplo e assumir a liderança na transição energética, mesmo sem a unanimidade da ONU.
A plenária de encerramento, que definirá os textos finais, está prevista para este sábado. As conversas foram estendidas pela madrugada devido à falta de consenso, principalmente sobre a eliminação dos combustíveis fósseis.
Jose Gesti, da SWA, afirma que a falta de acesso a saneamento básico agrava os impactos de enchentes e secas, impedindo a adaptação eficaz dos países. A situação de Belém exemplifica o problema global.
Manifestações de indígenas na Zona Azul e eventos paralelos, como a Cúpula dos Povos, cobraram maior participação nas decisões e a demarcação de territórios. A Marcha Mundial pelo Clima reuniu cerca de 70 mil pessoas nas ruas de Belém.
A poucas horas do fim oficial do evento, países seguem em disputa pelo texto final do Pacote de Belém. A ausência de um roteiro para a eliminação dos combustíveis fósseis é o principal ponto de frustração.
A cacica da Aldeia Kaarimã, Juma Xipaia, usa sua voz no Xingu, no cinema e na Conferência do Clima para denunciar como grandes empreendimentos enfraquecem a luta pela Amazônia.
O secretariado da Convenção do Clima publicou uma nova versão do Pacote de Belém com indicadores para a Meta Global de Adaptação (GGA). Organizações sociais apontam o texto como desequilibrado e criticam a ausência de um roteiro claro para o abandono dos combustíveis fósseis.
Olumide Idowu, diretor executivo da ICCDI Africa, cobrou maior protagonismo e financiamento climático real para o continente durante a COP30 em Belém (PA), alertando que as soluções atuais não atendem às necessidades das populações africanas.
Pesquisadores de instituições brasileiras e internacionais afirmam que a omissão da expressão “combustíveis fósseis” no rascunho da conferência “trai a ciência” e põe em risco a meta de limitar o aquecimento global a 1,5°C.
O secretário-geral da ONU, António Guterres, destacou que a economia favorece as fontes renováveis, mas exige que a vontade política dos países acompanhe o ritmo para garantir uma transição energética justa em Belém.
Dezenove projetos foram selecionados no programa Restaura Amazônia e irão recuperar 3,3 mil hectares e plantar 5,7 milhões de árvores em 26 terras indígenas em sete estados da Amazônia.
Programa Kuntari Katu preparou 30 jovens líderes de todo o Brasil para atuar diretamente nas complexas decisões internacionais em Belém, garantindo que a pauta dos povos originários chegue à mesa de negociação da COP30.
A COP30 terminou misturando orgulho paraense, debates climáticos, preços polêmicos, um incêndio na área diplomática e muita expectativa sobre o futuro da Amazônia.
Nos debates da COP30, o Governo de Rondônia reforçou estratégias para ampliar o engajamento no Projeto Floresta+ Amazônia e consolidar parcerias para desenvolvimento sustentável.
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