Mapas do caminho para o fim do desmatamento e da dependência de combustíveis fósseis ainda serão construídos, afirma a ministra Marina Silva, com o Brasil mantendo a liderança do processo multilateral até 2026.
Organizações socioambientais e de consumidores criticam a Lei 15.269/2025 por manter o subsídio público para as termelétricas a carvão, uma das fontes mais poluentes, o que contraria a agenda de descarbonização e onera o consumidor brasileiro em cerca de R$ 1 bilhão por ano.
O diretor acadêmico da Fespsp, Aldo Fornazieri, argumenta que o Brasil deve ser o primeiro país a implementar o Mapa do Caminho — roteiro proposto na COP30 para o afastamento dos combustíveis fósseis — para dar exemplo e assumir a liderança na transição energética, mesmo sem a unanimidade da ONU.
A plenária de encerramento, que definirá os textos finais, está prevista para este sábado. As conversas foram estendidas pela madrugada devido à falta de consenso, principalmente sobre a eliminação dos combustíveis fósseis.
A poucas horas do fim oficial do evento, países seguem em disputa pelo texto final do Pacote de Belém. A ausência de um roteiro para a eliminação dos combustíveis fósseis é o principal ponto de frustração.
O secretariado da Convenção do Clima publicou uma nova versão do Pacote de Belém com indicadores para a Meta Global de Adaptação (GGA). Organizações sociais apontam o texto como desequilibrado e criticam a ausência de um roteiro claro para o abandono dos combustíveis fósseis.
Pesquisadores de instituições brasileiras e internacionais afirmam que a omissão da expressão “combustíveis fósseis” no rascunho da conferência “trai a ciência” e põe em risco a meta de limitar o aquecimento global a 1,5°C.
Documento elaborado em Belém sugere ações concretas, como a eliminação progressiva de combustíveis fósseis, ampliação do financiamento climático e garantia da justiça ambiental.
Coalizão de países do Norte e do Sul Global, reunida na COP30, declarou apoio oficial ao mapa do caminho para abandonar progressivamente o uso de petróleo, gás natural e carvão mineral.
Em discurso no segmento de alto nível da COP30 em Belém, a ministra do Meio Ambiente, Marina Silva, cobrou a aprovação de indicadores globais de adaptação e reforçou a necessidade de superação dos combustíveis fósseis.
Ato artístico marcou a abertura da Cúpula dos Povos em Belém, utilizando a figura da Boiuna, um elemento da cultura amazônica, para simbolizar a luta contra a crise climática.
Em sessão da COP30 sobre transição energética em Belém, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva defendeu que a descarbonização global deve ser estruturada em um tripé: cumprimento de acordos internacionais, eliminação da pobreza energética e incentivo a combustíveis sustentáveis.
Organizações da sociedade civil elogiaram o apelo do presidente por um “mapa do caminho” para acabar com o desmatamento e os combustíveis fósseis, mas alertaram para as contradições do governo, como a licença para exploração de petróleo na Margem Equatorial.
Ministra do Meio Ambiente participou da Pré-COP em Brasília e argumentou que a transferência de recursos é crucial para acelerar a transição energética e complementar as metas climáticas.
Em evento na Etiópia, a ministra do Meio Ambiente e Mudança do Clima do Brasil pede que a transição energética seja feita de forma justa, considerando as limitações dos países mais pobres.