A Organização Meteorológica Mundial confirmou que o planeta atingiu patamares recordes de temperatura, superando o limite de 1,5 grau Celsius por tempo prolongado.
Principal tratado climático, o Acordo de Paris completa 10 anos nesta sexta-feira (12), e a ONU cobra ação imediata dos países para manter o limite de aquecimento em 1,5 ºC e acelerar a transição para economias de baixo carbono.
Serviço de Mudanças Climáticas Copernicus (C3S) da União Europeia (UE) informa em Bruxelas que 2025 será superado apenas pelo recorde de calor de 2024, destacando o ritmo acelerado da mudança climática e a não concretização de novas medidas na COP30.
Pesquisadores de instituições brasileiras e internacionais afirmam que a omissão da expressão “combustíveis fósseis” no rascunho da conferência “trai a ciência” e põe em risco a meta de limitar o aquecimento global a 1,5°C.
Documento elaborado em Belém sugere ações concretas, como a eliminação progressiva de combustíveis fósseis, ampliação do financiamento climático e garantia da justiça ambiental.
O relatório do Global Carbon Project aponta que as emissões globais de dióxido de carbono (CO₂) devem atingir um novo recorde em 2025, esgotando o orçamento de carbono para 1,5°C antes de 2030, tornando 1,7°C um objetivo mais provável.
Marina Hirata destacou em Belém, durante a COP30, a urgência de reduzir as emissões de gases. O planeta corre o risco de entrar em overshooting, ultrapassando o limite seguro de 1,5°C por longo tempo.
Secretária-geral Celeste Saulo alerta em Belém que 2025 foi o ano mais quente e que as metas do Acordo de Paris estão cada vez mais distantes, cobrando decisões efetivas na Conferência do Clima.
Marinez Scherer, Enviada Especial da presidência da Conferência para Oceanos, alerta que menos de 1% dos recursos climáticos são destinados a soluções oceânicas, apesar de o setor ser crucial para conter o aquecimento global.
Relatório da Organização Meteorológica Mundial aponta que a temperatura média na superfície atingiu 1,42°C acima da média pré-industrial, tornando “praticamente impossível” limitar o aquecimento a 1,5°C nos próximos anos sem ultrapassar a meta temporariamente.
Presidente Luiz Inácio Lula da Silva abriu o encontro em Belém pedindo que os países superem interesses egoístas para atingir a meta de 1,5ºC, alertando que a COP30 será o “momento de levar a sério os alertas da ciência”.
Dados do MapBiomas Atmosfera indicam que o Pantanal registrou aumento médio de 1,9 °C e a Amazônia, de 1,2 °C, nos últimos 40 anos, com o aquecimento continental mais acelerado.
Estudo da Universidade de Illinois em Chicago prevê mudanças drásticas na paisagem do Deserto do Saara, com aumento da precipitação devido ao aquecimento global.
Relatório de cientistas na revista The Lancet aponta que o calor já mata 546 mil pessoas anualmente e que as mudanças climáticas colocam em risco a vida de 8 bilhões de habitantes no mundo.
Novo relatório da Oxfam, “Saque Climático”, revela que o 0,1% mais rico da população mundial aumenta sua participação nas emissões de CO₂, esgotando rapidamente o orçamento global de carbono.
Secretário-geral da ONU reconheceu o fracasso em conter o aquecimento global, antes da COP30. António Guterres cobra urgência para evitar pontos de inflexão, como a savanização da Amazônia.
O secretário-geral António Guterres afirma que o mundo não conseguirá evitar o aquecimento global acima de 1,5 grau nos próximos anos, mas um “pacote muito sério de medidas” pode reverter o quadro.
Preservação da Amazônia é vital para conter o aquecimento global, diz Mireya Bravo Frey, após estudo apontar risco na captura de carbono de quase 3 bilhões de toneladas.
Documento com seis eixos prioritários para o sucesso da conferência em Belém é entregue à presidência brasileira, reforçando a necessidade de recuperar a confiança na ação climática global.
A Organização Meteorológica Mundial expressa preocupação com a menor eficácia dos sumidouros naturais, como oceanos e florestas, que podem acelerar o aquecimento global.