O programa Conexão RH desta semana trouxe um tema que vem ganhando cada vez mais espaço no Brasil: o uso de canetas emagrecedoras. A convidada foi a endocrinologista Dra. Maria Augusta, que explicou de forma clara como medicamentos como Mounjaro e Ozempic atuam no organismo e quais cuidados são necessários.
Logo no início da entrevista, a especialista destacou que essas medicações representam uma verdadeira revolução no tratamento da obesidade, mas fez um alerta importante: elas não são uma solução isolada. Segundo a médica, o tratamento precisa ser combinado com mudanças de comportamento, alimentação adequada e prática de atividade física.
A doutora explicou que essas canetas atuam diretamente nos hormônios intestinais, enviando sinais ao cérebro de saciedade. Com isso, o paciente sente menos fome e maior sensação de estômago cheio, o que contribui para a perda de peso. No entanto, ela reforçou que cada organismo reage de forma diferente, o que exige acompanhamento médico personalizado.
Outro ponto importante abordado foi o uso indiscriminado dessas medicações. A especialista criticou a automedicação, que tem se tornado comum, principalmente com pessoas utilizando doses sem orientação. Esse comportamento pode gerar efeitos colaterais como náuseas, fraqueza, queda de cabelo e até alterações emocionais, além de comprometer os resultados do tratamento.
A entrevista também trouxe um alerta sobre o chamado “efeito rebote”. Segundo Dra. Maria Augusta, interromper o uso sem acompanhamento pode fazer com que o paciente recupere o peso perdido, ou até ganhe mais peso do que antes. Por isso, o processo deve ser contínuo e, em alguns casos, pode exigir o uso prolongado da medicação.
Durante a conversa, a endocrinologista fez questão de desmistificar um dos principais preconceitos: a ideia de que obesidade é apenas falta de disciplina. Para ela, trata-se de uma doença complexa, que envolve fatores hormonais, comportamentais e metabólicos, exigindo tratamento multidisciplinar.
Além disso, foi destacado que o Brasil enfrenta um cenário preocupante, com mais da metade da população adulta acima do peso, o que aumenta significativamente os riscos de doenças cardiovasculares e câncer.
Ao final, a médica reforçou que o caminho mais seguro é buscar orientação profissional, evitando soluções rápidas e milagrosas. O foco deve ser a saúde e a qualidade de vida a longo prazo.







































