Nariz entupido faz parte da infância. Resfriados e gripes são comuns, principalmente nos primeiros anos de vida. Mas quando a congestão nasal deixa de ser apenas um sintoma passageiro e passa a ser um sinal de alerta?
Segundo o médico e docente da Afya São Lucas, Elierson Rocha, a duração e a frequência são os principais critérios de atenção. “Se o nariz entupido dura mais de 10 a 14 dias ou acontece repetidamente ao longo do ano, isso já não é considerado normal e precisa ser investigado”, afirma.
Muita gente não percebe, mas o nariz tem funções essenciais: ele filtra, aquece e umidifica o ar antes que ele chegue aos pulmões. Quando essa etapa falha, todo o sistema respiratório pode ser afetado.
Entre as causas mais comuns de obstrução nasal persistente estão:
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Rinite alérgica
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Aumento das adenoides
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Rinite não alérgica (irritativa)
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Mais raramente, pólipos ou alterações estruturais
A rinite alérgica, por exemplo, é uma inflamação crônica provocada por ácaros, pólen, pelos de animais ou mofo. “Na rinite alérgica, o sistema imunológico reage de forma exagerada a substâncias que normalmente seriam inofensivas. Isso mantém a mucosa nasal inflamada”, explica o médico.
Quando o nariz entupido começa a afetar o desenvolvimento
A congestão frequente pode impactar diretamente o sono, o comportamento e o rendimento escolar.
Sinais de alerta incluem:
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Ronco alto e frequente
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Respiração pela boca durante o sono
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Sono agitado ou pausas respiratórias (apneia)
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Cansaço excessivo durante o dia
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Irritabilidade e dificuldade de concentração
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Queda no desempenho escolar
“A criança que não respira bem à noite pode ter má oxigenação e sono fragmentado. Isso interfere na memória, no humor e na capacidade de aprendizado”, alerta Elierson Rocha.
Além disso, podem surgir dores de ouvido recorrentes, infecções repetidas, voz anasalada e até perda auditiva temporária.
Um ponto pouco conhecido é o impacto da respiração bucal no crescimento facial. A boca constantemente aberta altera o equilíbrio muscular da face, podendo levar a mudanças no desenvolvimento ósseo e dental, como:
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Rosto mais alongado
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Céu da boca mais alto e estreito
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Dentes apinhados
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Mordida aberta ou cruzada
“Durante o crescimento, respirar pela boca pode provocar alterações faciais e dentárias que, em alguns casos, se tornam permanentes”, destaca o médico. Também há aumento do risco de cáries, gengivite, infecções respiratórias e crises de asma.
Os pais devem buscar avaliação quando houver:
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Congestão persistente por mais de 10-14 dias
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Roncos intensos ou pausas respiratórias
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Sonolência excessiva durante o dia
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Infecções de ouvido frequentes
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Impacto na fala, no aprendizado ou no comportamento
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Piora ou associação com asma
“Não é recomendado apenas esperar passar. Um diagnóstico precoce evita complicações e melhora a qualidade de vida da criança”, orienta.
O que pode ajudar enquanto aguarda a consulta
Algumas medidas simples e seguras podem aliviar o desconforto:
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Lavagem nasal com soro fisiológico 0,9%, preferencialmente em spray de jato contínuo
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Manter o ambiente limpo, arejado e livre de mofo
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Lavar roupas de cama semanalmente em água quente
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Evitar fumaça de cigarro e cheiros fortes
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Garantir boa hidratação
“A lavagem nasal é uma das medidas mais eficazes e seguras. Ela remove secreções, alérgenos e hidrata a mucosa”, explica o médico.
Atenção à automedicação
O uso de descongestionantes, principalmente em crianças pequenas, pode trazer riscos importantes.
Descongestionantes nasais podem causar efeito rebote e piorar a congestão com o uso prolongado. Já os orais podem provocar agitação, taquicardia e insônia. Xaropes combinados para tosse e resfriado também não são recomendados para crianças pequenas. “Descongestionantes não tratam a causa do problema e podem trazer mais riscos do que benefícios. A orientação médica é fundamental”, reforça Elierson Rocha.
Quando indicados pelo médico, os corticosteroides nasais em spray podem ser uma opção segura para tratar rinite alérgica.
Observar os sinais e agir precocemente pode evitar complicações futuras, e garantir mais qualidade de vida para toda a família.
Afya Amazônica
A Afya tem uma forte relação com a Amazônia, com 16 unidades de graduação e pós-graduação na Região Norte. O estado de Rondônia conta com duas instituições de graduação (Afya Centro Universitário São Lucas e Afya Ji-Paraná). Tem ainda dez escolas de Medicina em outros estados da Região: Amazonas (2), Acre (1), Pará (4) e Tocantins (3). Além delas, a Afya também está presente na região com outras 3 unidades de pós-graduação médica nas capitais Belém (PA), Manaus (AM) e Palmas (TO).
Sobre a Afya
A Afya, maior ecossistema de educação e tecnologia em medicina no Brasil, reúne 38 Instituições de Ensino Superior em todas as regiões do país, 33 delas com cursos de medicina e 20 unidades promovendo pós-graduação e educação continuada em áreas médicas e de saúde. São 3.653 vagas de medicina autorizadas pelo Ministério da Educação (MEC), com mais de 23 mil alunos formados nos últimos 25 anos. Pioneira em práticas digitais para aprendizagem contínua e suporte ao exercício da medicina, 1 a cada 3 médicos e estudantes de medicina no país utiliza ao menos uma solução digital do portfólio, como Afya Whitebook, Afya iClinic e Afya Papers. Primeira empresa de educação médica a abrir capital na Nasdaq em 2019, a Afya recebeu prêmios do jornal Valor Econômico, incluindo “Valor Inovação” (2023) como a mais inovadora do Brasil, e “Valor 1000” (2021, 2023 e 2024) como a melhor empresa de educação. Virgílio Gibbon, CEO da Afya, foi reconhecido como o melhor CEO na área de Educação pelo prêmio “Executivo de Valor” (2023). Em 2024, a empresa passou a integrar o programa “Liderança com ImPacto”, do pacto Global da ONU no Brasil, como porta-voz da ODS 3 – Saúde e Bem-Estar. Mais informações em http://www.afya.com.br e ir.afya.com.br.
Mais informações em http://www.afya.com.br e ir.afya.com.br.








































