O servidor público de Porto Velho Sáimon Flores, conhecido nas redes sociais como Saimon Rio, decidiu compartilhar publicamente uma experiência pessoal que tem servido de alerta para muitas pessoas: o diagnóstico de mpox, doença viral conhecida popularmente como varíola dos macacos.
Em um relato detalhado, ele descreve como os primeiros sintomas surgiram de forma discreta e foram inicialmente confundidos com outras doenças comuns, como gripe ou dengue. A história começa com sinais aparentemente simples, mas que evoluíram para um quadro que exigiu investigação médica e isolamento.
Segundo Sáimon, tudo começou com sintomas que pareciam típicos de uma infecção viral comum.
“Eu achei que estava gripado ou até com dengue”, contou. “Fui ao médico, fiz vários exames e todos deram negativos. Saí do hospital com a orientação de que provavelmente era uma virose.”
Apesar da orientação inicial, alguns sinais começaram a chamar sua atenção nos dias seguintes. O principal deles foi o surgimento de pequenas inflamações na pele, conhecidas popularmente como ínguas, além de um ferimento que inicialmente parecia algo simples.
“Dias antes eu tinha percebido algo parecido com um pelinho encravado na pele. Era bem discreto e eu ignorei. Só que rapidamente aquilo mudou e ficou muito parecido com aquelas lesões que a gente vê nas imagens da doença”, relatou.
Atendimento em Porto Velho
Preocupado com a evolução dos sintomas, Sáimon buscou atendimento médico novamente. Primeiro procurou o Semetron, mas foi orientado a procurar uma unidade adequada para investigação do caso.
Ele então se dirigiu à UPA da Zona Sul de Porto Velho, onde recebeu atendimento imediato. Na unidade, os profissionais de saúde coletaram uma amostra do ferimento para análise laboratorial.
Alguns dias depois veio a confirmação: resultado positivo para mpox.
Sáimon aproveitou o relato para destacar o atendimento recebido na unidade de saúde. Ele fez questão de elogiar a equipe que o atendeu.
Segundo ele, tanto a médica quanto a assistente demonstraram profissionalismo, respeito e atenção durante todo o processo.
“Fui muito bem atendido. Profissionais extremamente humanos e atenciosos. Mesmo sem saber os nomes delas, faço questão de registrar minha admiração”, afirmou.
Sintomas intensos nos primeiros dias
O servidor relata que os primeiros dias da doença foram os mais difíceis. Entre os sintomas, ele destaca:
febre alta
calafrios intensos
dor de cabeça
dor atrás dos olhos
tosse
ínguas doloridas
cansaço extremo
A febre, segundo ele, aparecia principalmente durante a noite, acompanhada de forte sensação de frio.
“Eu começava a sentir calafrios no início da noite, mesmo quando a temperatura estava normal”, contou.
O nível de indisposição chegou a afetar tarefas simples do cotidiano. Em um dos momentos relatados, Sáimon precisou interromper várias vezes uma atividade doméstica por causa do cansaço.
“Eu fui lavar louça e tive que parar três vezes para deitar no sofá e descansar. O desconforto era muito grande.”
Lesões e isolamento
Outro aspecto que chamou atenção foi o surgimento das lesões características da doença. Em seu caso, elas apareceram em quantidade menor, mas com características típicas.
Essas lesões podem provocar coceira intensa, mas os médicos orientaram que não se deve coçar, pois isso pode espalhar o vírus para outras partes do corpo.
“Coça muito, mas a orientação é resistir. Se a gente mexer, pode espalhar as lesões”, explicou.
Como parte do tratamento, Sáimon precisou entrar em isolamento domiciliar, seguindo orientação médica até que todas as lesões sequem e cicatrizem completamente.
Somente após esse processo o paciente deixa de transmitir o vírus e pode retomar as atividades normalmente.
“Agora é esperar cicatrizar tudo para voltar à rotina”, disse.
Casos registrados em Rondônia
De acordo com dados citados pelo próprio servidor, Rondônia havia registrado até o início de março de 2026 um total de 11 casos de mpox, envolvendo pessoas de ambos os sexos, com idades entre 8 e 38 anos.
Sáimon acredita estar entre os casos confirmados na faixa etária mais alta registrada no estado.
Mesmo diante do diagnóstico, ele afirma que decidiu compartilhar sua experiência para alertar outras pessoas sobre os sinais da doença.
O que é a Mpox
A mpox é uma doença causada pelo mpox vírus (MPXV), pertencente ao gênero Orthopoxvirus da família Poxviridae. Trata-se de uma doença viral que pode ser transmitida aos humanos por diferentes formas de contato.
A transmissão pode ocorrer por meio de:
contato direto com pessoa infectada
contato com lesões ou secreções da pele
fluídos corporais, como saliva
objetos ou materiais contaminados
contato com animais silvestres infectados, especialmente roedores
Sintomas e evolução da doença
O período de incubação da mpox costuma variar entre 3 e 16 dias, podendo chegar a 21 dias.
Entre os sintomas mais comuns estão:
febre
dor de cabeça
dores musculares
cansaço
ínguas inflamadas
lesões na pele
As lesões podem começar como pequenas manchas ou elevações na pele e evoluir para bolhas com líquido. Posteriormente, formam crostas que secam e caem.
Quando todas as crostas desaparecem, o paciente deixa de transmitir o vírus.
As lesões costumam surgir no rosto, mãos e pés, mas podem aparecer em qualquer parte do corpo, inclusive boca, olhos e região genital.
Diagnóstico
O diagnóstico da mpox é realizado por exames laboratoriais, geralmente por teste molecular, a partir de amostras coletadas diretamente das lesões.
Quando as lesões já estão secas, as crostas também podem ser utilizadas para análise.
As amostras coletadas são encaminhadas para laboratórios de referência no Brasil, responsáveis pela confirmação dos casos.
Alerta para a população
Ao compartilhar sua experiência, Sáimon reforça que muitas pessoas podem confundir os primeiros sintomas da doença com uma gripe comum.
Por isso, ele faz um alerta importante.
“Se aparecer febre e principalmente aquelas lesões na pele, é fundamental procurar atendimento médico”, afirmou.
Na época do diagnóstico, o servidor precisou permanecer em isolamento em casa enquanto aguardava a cicatrização completa das lesões, seguindo todas as orientações médicas para evitar a transmissão da doença.
Hoje, Sáimon Flores já está recuperado da mpox e retomou sua rotina normalmente. O relato, segundo ele, foi compartilhado justamente para conscientizar a população sobre os sinais da doença e reforçar a importância da prevenção e da busca por atendimento médico diante de qualquer suspeita.
O caso, agora superado, fica como um alerta para que as pessoas fiquem atentas aos sintomas e adotem cuidados para evitar a transmissão do vírus.








































