A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) aprovou o registro do QFITLIA® (fitusirana sódica), uma nova terapia para o controle da hemofilia A e B no Brasil. Indicado para pacientes a partir de 12 anos, o medicamento atua na prevenção e redução de sangramentos, independentemente da presença de inibidores dos fatores de coagulação. A decisão foi tratada com prioridade pela agência por se tratar de uma condição rara e genética que afeta a capacidade de coagulação do sangue, manifestando-se predominantemente em homens.
A grande inovação deste tratamento reside na forma de aplicação e na durabilidade. Enquanto os protocolos tradicionais exigem infusões intravenosas de três a quatro vezes por semana, a nova droga é administrada por via subcutânea apenas uma vez a cada dois meses. Segundo a Federação Brasileira de Hemofilia (FBH), essa mudança representa um salto na qualidade de vida dos pacientes e familiares, permitindo maior autonomia e reduzindo a carga constante de cuidados hospitalares.
De acordo com dados do Ministério da Saúde, o Brasil possui mais de 14.200 diagnósticos de hemofilia, sendo a vasta maioria (cerca de 83%) do tipo A, causada pela deficiência do fator VIII. A falta dessas proteínas impede a formação adequada de trombina, enzima essencial para estancar hemorragias. Em casos graves, os pacientes sofrem sangramentos espontâneos em articulações e músculos, o que pode levar a danos crônicos e limitações físicas severas sem o tratamento preventivo adequado.
Especialistas e associações de pacientes destacam que a facilidade de uso do novo medicamento deve resolver um dos maiores problemas atuais: a baixa adesão ao tratamento convencional devido às barreiras logísticas e ao caráter invasivo das aplicações frequentes. Com a aprovação, a expectativa é que o fluxo de atendimento nos centros de saúde seja otimizado, permitindo um acompanhamento mais personalizado e eficiente para quem convive com a condição.









































