A Prefeitura de Porto Velho ampliou a estratégia de prevenção ao câncer do colo do útero ao firmar parceria com a Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz) para a leitura das amostras do exame DNA-HPV. A iniciativa é coordenada pela Secretaria Municipal de Saúde (Semusa) e fortalece a capacidade de rastreamento da doença no município.
O exame preventivo tradicional (Papanicolau) segue sendo realizado normalmente nas Unidades Básicas de Saúde (UBS). A novidade é a ampliação do teste molecular DNA-HPV, que detecta o material genético do papilomavírus humano principal responsável pelo desenvolvimento do câncer do colo do útero antes mesmo do surgimento de alterações celulares.
A implantação do exame também integra a organização da rede pública estadual por meio do Laboratório Central de Saúde Pública de Rondônia (Lacen). Com a parceria firmada diretamente com a Fiocruz, o município amplia sua própria capacidade de leitura das amostras e fortalece o alcance do rastreamento local.
O novo protocolo nacional recomenda o rastreamento em mulheres de 25 a 64 anos. Quando o teste de HPV apresenta resultado negativo, o intervalo para repetição pode ser ampliado, conforme as diretrizes do Ministério da Saúde.
O prefeito Léo Moraes destacou a importância da medida.
“Garantimos, junto ao Ministério da Saúde, que a Fiocruz fará a leitura das amostras do exame DNA-HPV para Porto Velho, ampliando de forma concreta nossa capacidade de prevenção. Esse exame detecta o vírus antes de ele evoluir para o câncer do colo do útero, um dos que mais atingem as mulheres da nossa cidade. E, assim como fizemos com o Implanon, vamos realizar mutirões de coleta para garantir que esse cuidado chegue a quem mais precisa. Prevenção é salvar vidas”.
Segundo o secretário municipal de Saúde, a iniciativa fortalece a organização da rede pública.
“Estamos estruturando o município para acompanhar a atualização das diretrizes nacionais e ampliar nossa capacidade de prevenção. A parceria com a Fiocruz garante apoio técnico qualificado e maior segurança no processamento das amostras”.
A diretora do Departamento de Atenção Básica, Raphaela Castiel de Carvalho, explica que os exames se complementam.
“O Papanicolau continua sendo realizado nas Unidades Básicas de Saúde. Ele identifica alterações nas células do colo do útero. Já o exame DNA-HPV detecta a presença do vírus antes mesmo que essas alterações apareçam. Isso permite um acompanhamento mais precoce e seguro, ampliando a capacidade de prevenção na rede municipal”.
A orientação da Semusa é que mulheres entre 25 e 64 anos procurem a UBS de referência para verificar se estão no período indicado para realizar o exame e manter o acompanhamento em dia. Mesmo sem sintomas, o preventivo é essencial para o diagnóstico precoce e para reduzir casos e mortes pela doença.










































