O sorotipo 3 da dengue (DENV-3), que não circulava no Brasil há cerca de 17 anos, voltou a ser identificado em 2024 e já está presente em Ji-Paraná desde 2025. A reintrodução acende um sinal de alerta porque grande parte da população nunca teve contato com esse sorotipo do vírus, ou seja, não tem imunidade.
A enfermeira e docente da Afya Ji-Paraná, Márcia Kades, explica que essa combinação pode favorecer novos surtos. “Como o sorotipo 3 ficou muitos anos sem circular, a maioria das pessoas não tem proteção contra ele. Isso aumenta o risco do crescimento expressivo de casos, bem como de maior gravidade”, afirma.
A dengue tem quatro tipos diferentes de vírus (DENV-1, DENV-2, DENV-3 e DENV-4). Ter dengue uma vez não impede que a pessoa tenha novamente, pelo contrário: uma segunda infecção pode ser mais grave. “Estudos mostram que, após a segunda infecção por qualquer tipo de dengue, o risco de complicações aumenta. Os sorotipos 2 e 3 costumam estar ligados a quadros mais severos”, explica Márcia.
Os sintomas iniciais são conhecidos:
-
Febre alta
-
Dor no corpo e nas articulações
-
Dor atrás dos olhos
-
Manchas vermelhas na pele
Mas alguns sinais indicam gravidade e exigem atendimento imediato:
-
Dor abdominal forte e contínua
-
Vômitos persistentes
-
Sangramentos (nariz, gengiva)
-
Tontura ou desmaio
-
Muito cansaço ou sonolência
Não existe remédio específico
Ainda não há medicamento que combata diretamente o vírus da dengue. O tratamento é feito com hidratação e acompanhamento médico. “O principal cuidado é manter hidratação adequada e procurar atendimento ao perceber sinais de alerta. O acompanhamento correto evita complicações”, orienta a enfermeira.
O diagnóstico pode incluir exame de sangue (como hemograma para avaliar plaquetas) e testes específicos para identificar o vírus.
Chuvas aumentam o risco
O fenômeno La Niña, que altera o clima, pode aumentar as chuvas em Rondônia. Mais chuva significa mais locais com água parada, ambiente ideal para o mosquito Aedes Aegypti se reproduzir. “Com o período chuvoso, cresce o número de criadouros. Por isso, o risco de aumento dos casos é maior”, alerta Márcia.
O que a população pode fazer
A principal forma de combater a dengue continua sendo eliminar água parada:
-
Esvaziar recipientes que acumulam água
-
Manter caixas d’água bem fechadas
-
Limpar calhas
-
Descartar corretamente lixo e entulho
Ji-Paraná já organiza mutirões de limpeza nos dias 21 e 28 de fevereiro, começando pelos bairros prioritários. “Sem eliminar os criadouros, não conseguimos controlar a doença. A participação da população é essencial”, reforça a docente.
Vacina disponível
Desde 2023, o Ministério da Saúde oferece vacina contra a dengue para adolescentes de 10 a 14 anos nas Unidades Básicas de Saúde. Apesar disso, a adesão ainda é considerada baixa. Recentemente, houve ampliação da estratégia com inclusão de profissionais de saúde como público prioritário, com previsão de expansão para pessoas de 15 a 59 anos no segundo semestre. “A vacina ajuda a reduzir casos graves. É importante que o público indicado procure a UBS”, destaca Márcia.
Além da dengue, Ji-Paraná registrou aumento de casos de chikungunya em 2025. A doença também é transmitida pelo Aedes aegypti e pode causar dores articulares prolongadas. O cenário reforça o alerta: com o retorno do sorotipo 3, período chuvoso e aumento das arboviroses, a prevenção precisa ser prioridade coletiva.
Afya Amazônica
A Afya tem uma forte relação com a Amazônia, com 16 unidades de graduação e pós-graduação na Região Norte. O estado de Rondônia conta com duas instituições de graduação (Afya Centro Universitário São Lucas e Afya Ji-Paraná). Tem ainda dez escolas de Medicina em outros estados da Região: Amazonas (2), Acre (1), Pará (4) e Tocantins (3). Além delas, a Afya também está presente na região com outras 3 unidades de pós-graduação médica nas capitais Belém (PA), Manaus (AM) e Palmas (TO).
Sobre a Afya
A Afya, maior ecossistema de educação e tecnologia em medicina no Brasil, reúne 38 Instituições de Ensino Superior em todas as regiões do país, 33 delas com cursos de medicina e 20 unidades promovendo pós-graduação e educação continuada em áreas médicas e de saúde. São 3.653 vagas de medicina autorizadas pelo Ministério da Educação (MEC), com mais de 23 mil alunos formados nos últimos 25 anos. Pioneira em práticas digitais para aprendizagem contínua e suporte ao exercício da medicina, 1 a cada 3 médicos e estudantes de medicina no país utiliza ao menos uma solução digital do portfólio, como Afya Whitebook, Afya iClinic e Afya Papers. Primeira empresa de educação médica a abrir capital na Nasdaq em 2019, a Afya recebeu prêmios do jornal Valor Econômico, incluindo “Valor Inovação” (2023) como a mais inovadora do Brasil, e “Valor 1000” (2021, 2023 e 2024) como a melhor empresa de educação. Virgílio Gibbon, CEO da Afya, foi reconhecido como o melhor CEO na área de Educação pelo prêmio “Executivo de Valor” (2023). Em 2024, a empresa passou a integrar o programa “Liderança com ImPacto”, do pacto Global da ONU no Brasil, como porta-voz da ODS 3 – Saúde e Bem-Estar. Mais informações em http://www.afya.com.br e ir.afya.com.br.
Mais informações em http://www.afya.com.br e ir.afya.com.br.









































