A Secretaria Municipal de Saúde (Semusa) emitiu um alerta urgente sobre o uso inadequado das chamadas “canetas emagrecedoras”. Os medicamentos, da classe dos agonistas do receptor GLP-1, como a semaglutida e liraglutida, ganharam popularidade nas redes sociais. No entanto, o uso sem prescrição para fins puramente estéticos pode esconder perigos graves à saúde dos moradores de Porto Velho.
Embora tenham sido desenvolvidos para o tratamento de diabetes tipo 2 e obesidade mórbida, esses fármacos exigem exames prévios. A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) já notificou um aumento global de reações adversas. Entre os riscos estão a inflamação do pâncreas (pancreatite) e internações hospitalares em casos onde o paciente se automedicou.
Riscos e efeitos colaterais graves
O secretário municipal de Saúde, Jaime Gazola, reforça que o medicamento não é uma solução mágica para perda de peso. De acordo com o gestor, o uso por conta própria pode comprometer órgãos vitais e levar a quadros de risco à vida. “Estamos falando de fármacos para doenças específicas. A orientação é clara: só utilize com prescrição e acompanhamento médico”, pontuou Gazola.
A diretora de Vigilância em Saúde, Geisa Brasil, alerta que a sensação de saciedade provocada pelo remédio vem acompanhada de responsabilidades. A popularização digital passa a impressão de que a aplicação é simples e isenta de riscos, o que é um equívoco técnico. Sintomas como náuseas persistentes, vômitos e dores abdominais intensas devem ser reportados imediatamente a um profissional de saúde.
Orientações para o uso seguro
Para evitar complicações, a Semusa estabeleceu diretrizes fundamentais para a população. A principal recomendação é nunca utilizar substâncias como tirzepatida ou dulaglutida sem a devida receita médica. Além disso, o compartilhamento das canetas aplicadoras entre pessoas é terminantemente proibido, devido ao risco de infecções e dosagens incorretas.
A população deve ficar atenta aos seguintes pontos:
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Não interrompa tratamentos de diabetes sem orientação;
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Notifique reações inesperadas no sistema VigiMed, da Anvisa;
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Evite comprar medicamentos de fontes não confiáveis ou sem procedência;
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Busque auxílio em uma unidade de saúde ao apresentar sintomas graves após o uso.








































