A Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz) divulgou, nesta quinta-feira (29), o boletim InfoGripe, que mostra uma redução nos casos de Síndrome Respiratória Aguda Grave (SRAG) na maior parte do Brasil. No entanto, a Região Norte segue na contramão da tendência nacional, registrando um aumento acelerado de hospitalizações.
Os estados do Acre, Amazonas e Roraima estão em nível de risco alto ou muito alto. Segundo os pesquisadores, a circulação intensa do vírus da influenza A (gripe) é o fator determinante para a pressão sobre o sistema de saúde nessas localidades específicas, enquanto outras regiões apresentam estabilidade.
Prevalência de vírus e taxa de mortalidade
A análise das últimas quatro semanas revela que o rinovírus lidera os diagnósticos positivos, com 32,6%, seguido pela Covid-19 e pela influenza A. Contudo, quando o recorte foca nos óbitos, o Sars-CoV-2 (Covid-19) ainda é o mais letal, respondendo por 41,6% das mortes confirmadas por vírus respiratórios.
A pesquisadora Tatiana Portella reforçou a necessidade de vacinação imediata, especialmente para grupos prioritários no Norte. Indígenas, idosos e pessoas com doenças pré-existentes devem buscar as unidades de saúde, já que a imunização é a ferramenta mais eficaz para evitar complicações graves e mortes.
Cenário epidemiológico e prevenção
A incidência de outros agentes, como o vírus sincicial respiratório e a influenza B, permanece em níveis mais baixos em comparação aos demais. Especialistas alertam que o acompanhamento desses dados é fundamental para orientar as políticas de estoque de medicamentos e distribuição de leitos.
Além da vacina, as autoridades recomendam a manutenção de hábitos de higiene e o uso de máscaras para pessoas que apresentarem sintomas gripais. O monitoramento contínuo feito pela Fiocruz serve como um alerta para que estados vizinhos ao Norte reforcem a vigilância sanitária e evitem a propagação descontrolada dos vírus.










































