O número de diagnósticos de câncer de pele no Brasil registrou um crescimento expressivo na última década, saltando de 4.237 em 2014 para 72.728 em 2024. De acordo com a Sociedade Brasileira de Dermatologia (SBD), as regiões Sul e Sudeste concentram as maiores taxas da doença, motivadas pela exposição solar e características da população.
Em 2024, o Espírito Santo liderou o ranking nacional com 139,37 casos por 100 mil habitantes, seguido por Santa Catarina e Rondônia. O aumento nas estatísticas a partir de 2018 também é atribuído à maior exigência de notificações laboratoriais, o que melhorou a vigilância epidemiológica e o registro oficial de biópsias no país.
A entidade alerta para a desigualdade no acesso à saúde, destacando que usuários do setor privado conseguem agendar consultas com dermatologistas até 2,6 vezes mais rápido que pacientes do SUS. Essa demora impacta diretamente o diagnóstico precoce, essencial para elevar as chances de cura e evitar procedimentos cirúrgicos de alta complexidade.
Para enfrentar o cenário, a SBD defende a redução de impostos sobre o protetor solar na Reforma Tributária, tratando o item como essencial. Além disso, a organização busca sensibilizar o Congresso para ampliar a rede de assistência oncológica no interior do país, reduzindo o tempo de espera entre o diagnóstico e o início do tratamento.










































