O Hospital de Retaguarda se consolidou como uma unidade estratégica para o atendimento especializado na rede pública de saúde de Rondônia. Com 121 leitos, o hospital atua como suporte para pacientes que necessitam de cuidados hospitalares, com destaque para a ortopedia. De janeiro a dezembro de 2025, foram realizados 3.853 procedimentos, reforçando o papel do serviço na organização do fluxo assistencial e na redução de filas.
A unidade é referência principalmente para casos de fraturas, sendo grande parte ligada a acidentes com motocicletas, segundo o perfil atendido. A produtividade diária é um dos pontos que mais impactam o sistema: o hospital mantém média de 9 a 12 cirurgias por dia, garantindo mais agilidade no atendimento e contribuindo para diminuir o tempo de espera por procedimentos cirúrgicos.
Como surgiu o Hospital de Retaguarda em Rondônia
A estrutura atual tem origem no período mais crítico da pandemia. Em 2020, durante o enfrentamento da Covid-19, o governo de Rondônia adquiriu a estrutura do então Hospital Regina Pacis para ampliar, de forma emergencial, a capacidade da rede pública e garantir mais leitos hospitalares.
Com a redução dos casos e o avanço da vacinação, a unidade teve o perfil assistencial reestruturado pela Secretaria de Estado da Saúde (Sesau). Em 2022, passou a ser oficialmente denominada Hospital de Retaguarda, com foco no atendimento de pacientes de baixa e média complexidade, funcionando como apoio a outros hospitais da capital e do interior.
Alta produtividade: dezembro de 2025 teve cerca de 245 cirurgias
O volume de procedimentos reforça a relevância da unidade no cenário estadual. Somente em dezembro de 2025, foram realizadas aproximadamente 245 cirurgias, número apresentado como indicativo da alta produtividade do hospital.
Além da ortopedia, a unidade ampliou o escopo de atendimento e passou a realizar cirurgias gerais e procedimentos voltados a pacientes com hanseníase, expandindo a oferta de serviços dentro da rede estadual.
Protocolos pré-operatórios buscam aumentar segurança do paciente
De acordo com o ortopedista Jhonata Raimundo, a unidade mantém protocolos de preparação pré-operatória com foco em segurança e melhores condições para a recuperação.
Segundo ele, antes da cirurgia o paciente passa por um processo de preparo que inclui controle do inchaço, imobilização adequada e avaliações clínicas, como exames cardiológicos, para reduzir riscos durante o procedimento e no pós-operatório.
Equipe reúne 30 clínicos e 15 ortopedistas
O hospital conta com equipe composta por 30 médicos clínicos gerais assistenciais, responsáveis pelo cuidado clínico até o momento da cirurgia e no período de recuperação. A unidade também dispõe de 15 ortopedistas, além de enfermeiros, técnicos e outros profissionais que atuam de forma integrada para manter atendimento considerado humanizado, seguro e eficiente.
O médico ortopedista Leandro Pereira de Mendonça explicou que os casos mais frequentes envolvem fraturas de membros superiores e inferiores, com destaque para ocorrências em antebraço, rádio e ulna, além de fraturas de punho, mão, pé e tíbia.
Ele destacou ainda que fraturas que atingem articulações exigem atenção redobrada. Nesses casos, há maior risco de evolução para artrose, o que demanda acompanhamento mais criterioso e planejamento cirúrgico específico. Procedimentos de maior complexidade, quando necessário, são encaminhados a hospitais de referência.
Paciente relata atendimento e acolhimento na unidade
A paciente Del Rosário Pinto do Nascimento, de 74 anos, que aguarda procedimento cirúrgico, relatou satisfação com o atendimento recebido. Ela disse que já realizou exames e agradeceu à equipe pelo cuidado no acompanhamento clínico.
Para o governador Marcos Rocha, o serviço do Hospital de Retaguarda é fundamental como suporte ao sistema público estadual. Ele afirmou que o governo tem investido para fortalecer a rede, especialmente na demanda por cirurgias eletivas, com foco em melhorar a qualidade de vida de quem precisa.










































