O Ministério da Saúde oficializou a decisão de não incluir a vacina contra o herpes-zóster no Sistema Único de Saúde (SUS). A medida foi publicada no Diário Oficial da União após análise técnica da Comissão Nacional de Incorporação de Tecnologias no SUS (Conitec), que considerou o valor do medicamento insustentável para os cofres públicos no momento.
O relatório da Conitec aponta que, para vacinar o público-alvo inicial composto por idosos acima de 80 anos e pessoas imunocomprometidas, o investimento seria de 5,2 bilhões de reais em cinco anos. A comissão reconheceu a eficácia do imunizante, mas ressaltou que o preço ofertado pela fabricante não apresenta uma relação de custo-benefício favorável.
O herpes-zóster é causado pela reativação do vírus da catapora, que permanece latente no organismo e pode se manifestar em períodos de baixa imunidade ou envelhecimento. A doença provoca manchas vermelhas, bolhas e dores intensas que seguem o trajeto de nervos, atingindo principalmente o tronco e a face.
Embora a vacina não tenha sido incorporada, o SUS mantém o tratamento para os casos registrados na rede pública. O atendimento inclui medicamentos sintomáticos para dor e coceira, além do uso do antiviral aciclovir em pacientes que apresentam riscos de complicações graves no sistema nervoso ou nos olhos.
Dados oficiais mostram que, entre 2007 e 2023, o Brasil registrou mais de 1.500 mortes pela doença, sendo que a grande maioria das vítimas tinha mais de 50 anos. O Ministério da Saúde informou que o processo de avaliação pode ser reaberto caso surjam fatos novos ou propostas de preços mais acessíveis pela indústria farmacêutica.










































