O Ministério da Saúde lançou três Chamadas Públicas para apoiar pesquisas inovadoras e estratégicas voltadas ao fortalecimento do Sistema Único de Saúde (SUS) e ao avanço da produção científica nacional. Ao todo, o investimento será de R$ 57 milhões, distribuídos entre iniciativas nas áreas de vacinas, terapias avançadas e saúde da mulher.
As chamadas são realizadas em parceria com o Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq) e destinam-se a pesquisadores doutores vinculados a instituições científicas, tecnológicas e de inovação. O prazo de submissão das propostas vai até 23 de fevereiro de 2026.
Segundo a secretaria de Ciência, Tecnologia e Inovação em Saúde, Fernanda De Negri, o objetivo das chamadas é estimular o desenvolvimento de novas tecnologias e ampliar o acesso a tratamentos inovadores no SUS, promovendo equidade, inclusão de gênero e recortes étnico-raciais, participação de recém-doutores e cooperação em redes nacionais e internacionais.
Para o diretor de Ciência e Tecnologia do Decit, Meiruze Freitas, as propostas devem incluir desde o início estratégias de tradução do conhecimento, com ações de educação, divulgação e popularização científica para diferentes públicos, incluindo comunidades locais, gestores, profissionais de saúde e instituições educacionais.
Investimento por área
Vacinas inovadoras – R$ 12 milhões
Os recursos apoiarão pesquisas em estágios pré-clínicos e clínicos iniciais para o desenvolvimento de vacinas contra doenças emergentes e endêmicas, como dengue, Zika, chikungunya e oropouche, fortalecendo a autonomia científica brasileira na produção de imunizantes.
Terapias avançadas e saúde de precisão – R$ 30 milhões
Foco no desenvolvimento de terapias gênicas, celulares, engenharia tecidual, vetores virais e tecnologias de saúde de precisão, integrando o Programa Nacional de Genômica e Saúde Pública de Precisão. O edital apoia pesquisas aplicadas, projetos de recém-doutores e capacitação, da pesquisa básica ao escalonamento tecnológico.
Saúde da mulher – R$ 15 milhões
Serão priorizados projetos que atuem em câncer de mama, colo do útero, colorretal e mortalidade materna evitável, incluindo soluções como algoritmos preditivos, telepatologia, telecolposcopia e inteligência artificial para detecção precoce de lesões, acelerando tratamentos e prevenindo mortes evitáveis.
O Ministério da Saúde reforça que investir em ciência e inovação é fundamental para ampliar o acesso à saúde, fortalecer o SUS e gerar impacto concreto na vida da população brasileira.











































