O governo de Rondônia lança nesta sexta-feira (29), em Porto Velho, o Projeto RespirAR, voltado ao tratamento e prevenção do tabagismo. A ação ocorre às 14h, no Espaço Saúde, localizado em um estabelecimento comercial na Avenida Rio Madeira, nº 3.288, bairro Flodoaldo Pontes Pinto. O evento contará com a presença de profissionais de saúde, gestores e comunidade.
O projeto consiste em três pilares principais: acompanhamento médico por meio de plataforma digital, atendimento em Unidades Básicas de Saúde (UBS) e entrega gratuita de medicamentos. Durante o lançamento, haverá acolhimento e atendimento inicial aos usuários, além da distribuição de kits de medicação e encaminhamento posterior para as unidades de referência da Atenção Primária à Saúde (APS).
Apoio ao paciente e inovação no tratamento
O governador Marcos Rocha destacou que o RespirAR é uma iniciativa inovadora, que amplia e fortalece as ações de prevenção. “O projeto promove o acesso à informação e ao tratamento adequado, oferecendo suporte para que mais pessoas consigam abandonar o vício”, afirmou.
O secretário de Estado da Saúde, Jefferson Rocha, reforçou o caráter multiprofissional da ação. “A dependência da nicotina é uma doença. Com estratégias de promoção da saúde, assistência multiprofissional e uso de recursos digitais, estamos preparados para orientar, acolher e apoiar o paciente que deseja abandonar o vício”, explicou.
Impacto do tabagismo
Reconhecido como uma doença crônica causada pela dependência da nicotina, o tabagismo é considerado uma das principais ameaças à saúde pública global. Segundo a Organização Mundial da Saúde (OMS), o consumo de tabaco e seus derivados causa a morte de cerca de 8 milhões de pessoas por ano, sendo 1,3 milhão vítimas do fumo passivo.
O uso do tabaco está associado a diversas doenças graves, como câncer, problemas cardiovasculares, tuberculose, infertilidade, catarata e enfermidades respiratórias, incluindo pneumonia e doença pulmonar obstrutiva crônica (DPOC). Até mesmo produtos que não produzem fumaça representam riscos elevados, aumentando as chances de câncer em órgãos como cabeça, pescoço, esôfago e pâncreas.