O Estado do Acre, vizinho a Rondônia, decretou hoje (14) situação de emergência em decorrência do aumento de casos de Síndrome Respiratória Aguda Grave (SRAG) e da superlotação dos leitos na Unidade de Terapia Intensiva (UTI).
O documento é assinado pelo governador Gladson Cameli (PP) e foi publicado nesta terça-feira (14), no Diário Oficial do Estado (DOE), com validade de 90 dias.
De acordo com o “Boletim InfoGripe”, divulgado na última quinta-feira (9) pela Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz), o Acre aparece em situação de aumento no número de casos na tendência de longo prazo, considerando a 18ª semana epidemiológica de 2024, entre 28 de abril a 4 de maio. O vírus Influenza e o Vírus Sincicial Respiratório se mantêm em situação preocupante no estado.

O estado do Acre enfrenta uma grave crise de saúde pública, levando à declaração de situação de emergência nesta terça-feira (14). O aumento expressivo de casos de Síndrome Respiratória Aguda Grave (SRAG) e a superlotação dos leitos de Unidade de Terapia Intensiva (UTI) são os principais motivos por trás da medida.

De acordo com o painel de monitoramento da Secretaria Estadual de Saúde (Sesacre), a capital, Rio Branco, está enfrentando uma situação crítica. Dos 27 leitos de UTI disponíveis no Pronto-Socorro, 26 estão ocupados. Além disso, na Fundhacre e no Hospital Santa Juliana, todos os leitos de UTI estão sendo utilizados, intensificando a pressão sobre o sistema de saúde local.
A crise também se estende à região do Juruá, onde todos os 10 leitos de UTI estão ocupados, agravando ainda mais a escassez de recursos para o tratamento de pacientes em estado grave.