RISCO
Há momentos na política em que o erro não é apenas de cálculo — é de desconexão completa com a realidade.
PRESSÃO
O movimento recente do ex-senador Expedito Júnior caminha exatamente nessa direção.
PRESSÃO 2
Expedito teria agendado reunião com o governador, um publicitário e o secretário estadual de Comunicação.
PRESSÃO 3
A intenção seria tentar emplacar espaço na mídia pública para um empresário envolto em suspeitas graves de direcionamento de mídia. A meu ver isso não é estratégia — é imprudência.
DENÚNCIAS
Segundo denúncias que circulam no meio político e na própria imprensa local, o empresário em questão estaria no centro de um esquema de suposto favorecimento com “sites fantasmas”, criados para captar verba pública.
EXONERAÇÃO
Não se trata de boato isolado: o tema já teria provocado a queda da ex-secretária estadual de comunicação.
EXONERAÇÃO 2
O motivo seria justamente por, ao que tudo indica, não ter enfrentado ou ter ignorado indícios dessa engrenagem. Ou seja, não é terreno instável — é um campo minado.
NÃO PARA
Ainda assim, Expedito parece disposto a avançar. E pior: com um objetivo que soa pequeno diante do risco — agradar um possível aliado para compor nominatas nas eleições de outubro.
ALIADO?
O empresário de comunicação, que também é vereador, poderia ajudar politicamente na campanha coordenada por Expedito. A pergunta que ecoa é inevitável: vale a pena?
NA MIRA
Porque, ao tentar estender a mão a quem está sob suspeita e em rota de colisão com a imprensa local, o ex-senador não apenas se expõe — ele se associa diretamente a um problema que pode explodir a qualquer momento.
INOCENTE
E, nesse cenário, não há discurso que sustente a narrativa de ingenuidade. O mais preocupante é o efeito dominó.
NÃO É SÓ POLÍTICA
Se houver, de fato, concessão de espaço privilegiado na mídia pública a alguém sob investigação ou sob o radar do Ministério Público, o episódio deixa de ser apenas político e passa a ser institucional.
MAIS ESCÂNDALO
A crise, que já é latente, ganharia contornos de escândalo aberto — daqueles que contaminam não apenas nomes, mas estruturas inteiras.
FORÇA
E como se não bastasse o risco já evidente, há um agravante: Expedito conseguiu articular uma reunião com representantes da mídia local, numa tentativa clara de usar o próprio prestígio político como selo de validação.
FORÇA 2
A questão é a fiança dos interesses do empresário — alguém que, hoje, é amplamente rejeitado e questionado pelos mesmos veículos que agora são chamados à mesa.
INVERSÃO
É um movimento que beira a inversão completa de papéis: em vez de preservar a credibilidade da imprensa, tenta-se constranger ou persuadir quem já fez críticas duras ao caso.
DOBRAR APOSTA
Expedito Júnior, ao que parece, não está apenas errando o passo — está escolhendo dançar no limite do abismo.
FERVENDO
É o típico caso de quem decide dobrar a aposta num jogo em que a mesa já está pegando fogo.
FERVENDO 2
E aí cabe o alerta, direto e sem rodeios: não se dobra aposta em terreno que está por um fio — porque, quando rompe, não sobra espaço para recuo.
NINGUÉM TÁ GARANTIDO COM NINGUÉM
A decisão do vice-prefeito de Cacoal, Tony Pablo, de declarar apoio a Hildon Chaves, em vez de acompanhar o prefeito Adailton Fúria, revela mais do que um simples movimento político — expõe, sobretudo, a força das alianças pessoais na política regional.
ESCOLHA
Tony Pablo opta por caminhar ao lado de Hildon, alinhado também ao deputado Cirone Deiró, com quem mantém relação de proximidade e parceria política.
LEAL
O gesto indica que, para além de cargos e conveniências momentâneas, a lealdade a grupos e projetos consolidados ainda pesa nas decisões.
CAPENGA
A escolha, no entanto, não deixa de ter impacto no cenário local. Ao não seguir o prefeito Fúria, Tony sinaliza uma fissura dentro da própria base municipal, o que pode influenciar diretamente os rumos políticos de Cacoal nas próximas eleições.
DENOREX
Em síntese, o episódio reforça uma velha máxima da política: nem sempre a lógica institucional prevalece — muitas vezes, é a confiança construída ao longo do tempo que define os caminhos.
FRASE
Mudar de caminho, quando há uma proposta mais consistente, não é traição — é escolha.







































