A Controladoria-Geral da União (CGU) recebeu, em Brasília, uma comitiva internacional da Parceria para Governo Aberto> (OGP, na sigla em inglês). As reuniões ocorreram entre os dias 10 e 12 de março e fazem parte das ações da organização, que atualmente conta com 73 países membros e está sob copresidência do Brasil até outubro deste ano.
O grupo internacional é liderado pela advogada queniana Steph Muchai, representante da sociedade civil na copresidência da iniciativa. O objetivo do encontro é fortalecer a cooperação internacional e ampliar ações voltadas à transparência, participação cidadã e fortalecimento das instituições democráticas.
Durante a abertura das reuniões, o ministro da CGU, Vinicius Marques de Carvalho, destacou o papel do Brasil na promoção do Governo Aberto e na defesa do multilateralismo.
Segundo ele, o país tem buscado ampliar o diálogo internacional em um cenário global marcado por tensões geopolíticas. O ministro também ressaltou que o governo brasileiro vem adotando medidas para fortalecer a confiança da população nas instituições públicas.
Entre as iniciativas mencionadas estão o Plano de Integridade e Combate à Corrupção e a retomada de políticas de transparência, com foco no acesso à informação como princípio fundamental da administração pública.
De acordo com o ministro, esse conjunto de ações tem contribuído para melhorar a percepção da sociedade sobre as instituições, conforme apontado por estudo recente da Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Econômico> (OCDE).
Transparência e participação cidadã
A secretária nacional de Transparência e Acesso à Informação da CGU, Livia Sobota, reforçou que os princípios defendidos pela OGP — como transparência, responsabilidade e participação social — são fundamentais para fortalecer os regimes democráticos.
A representante da sociedade civil na copresidência da OGP, Steph Muchai, também destacou a importância da cooperação internacional diante do atual cenário global. Segundo ela, a parceria busca desenvolver soluções coletivas para desafios comuns enfrentados pelos países.
Liderança internacional do Brasil
O diretor-executivo da OGP, Aidan Eyakuze, afirmou que o Brasil tem papel relevante na organização por possuir tradição diplomática independente, instituições consolidadas e histórico de cooperação internacional.
Durante a abertura do encontro, o representante do Ministério das Relações Exteriores, embaixador Carlos Cozendey, também ressaltou que iniciativas como a OGP são essenciais em um momento em que diversas democracias enfrentam desafios políticos e institucionais ao redor do mundo.
As reuniões seguem com debates sobre governança, posicionamento global da parceria, engajamento diplomático e estratégias para ampliar a implementação de políticas de Governo Aberto nos países membros.









































